CC BY-NC-ND 4.0 · Rev Bras Ortop (Sao Paulo) 2019; 54(04): 402-407
DOI: 10.1055/s-0039-1692179
Artigo Original | Original Article
Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia. Published by Thieme Revnter Publicações Ltda Rio de Janeiro, Brazil

Fatores preditivos de morte após cirurgia para tratamento de fratura proximal do fêmur[*]

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1  Departamento de Sistema Musculoesquelético, Universidade Federal de Juiz de Fora, Juiz de Fora, MG, Brasil
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Armando D'Lucca de Castro e Silva
1  Departamento de Sistema Musculoesquelético, Universidade Federal de Juiz de Fora, Juiz de Fora, MG, Brasil
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Adriano Fernando Mendes Junior
1  Departamento de Sistema Musculoesquelético, Universidade Federal de Juiz de Fora, Juiz de Fora, MG, Brasil
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Felipe Jader Coelho Pereira
1  Departamento de Sistema Musculoesquelético, Universidade Federal de Juiz de Fora, Juiz de Fora, MG, Brasil
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Igor Gerdi Oppe
1  Departamento de Sistema Musculoesquelético, Universidade Federal de Juiz de Fora, Juiz de Fora, MG, Brasil
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Elmano de Araújo Loures
1  Departamento de Sistema Musculoesquelético, Universidade Federal de Juiz de Fora, Juiz de Fora, MG, Brasil
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Further Information

Publication History

15 October 2017

06 August 2018

Publication Date:
20 August 2019 (online)

Resumo

Objetivo Avaliar fatores preditivos de morte em pacientes de idade igual ou superior a 70 anos com fratura proximal do fêmur submetidos a tratamento cirúrgico.

Métodos Análise de prontuários médicos criando-se uma coorte retrospectiva com seguimento de 6 meses. Foram analisados 124 prontuários após aplicação dos critérios de inclusão e exclusão. Todos os pacientes foram tratados por um único cirurgião ortopédico em condições de uniformidade.

Resultados Taxa de mortalidade de 34.7%, sendo o perfil mais comum de paciente o indivíduo do gênero feminino, com 85 anos e ao menos 1 comorbidade. Os pacientes com idade superior a 85 anos, internação hospitalar por mais de 7 dias, ao menos 1 comorbidade presente e internação em centro de terapia intensiva (CTI) apresentaram maior risco de óbito (respectivamente 2; 2,5; 4 e 4 vezes maior).

Conclusão Em relação ao desfecho óbito, apesar de não encontramos diferença estatisticamente significativa no que se refere à topografia da lesão e como essas se comportam no momento em que coexistem junto a internação em CTI, acreditamos na necessidade de maiores investigações sob essa ótica na população com o perfil estudado.

* Trabalho feito na Universidade Federal de Juiz de Fora, Juiz de Fora, MG, Brasil.