CC BY-NC-ND 4.0 · Rev Bras Ortop (Sao Paulo) 2019; 54(02): 228-232
DOI: 10.1016/j.rbo.2017.09.009
Technical Note| Nota Técnica
Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia. Published by Thieme Revnter Publicações Ltda Rio de Janeiro, Brazil

McLaughlin artroscópico modificado no tratamento de luxação glenoumeral posterior – nota técnica[*]

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Tiago Pinheiro Torres
1  Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia, Vila Nova de Gaia, Portugal
2  Casa de Saúde da Boavista, Porto, Portugal
3  Hospital CUF, Porto, Portugal
,
Sara Lima
2  Casa de Saúde da Boavista, Porto, Portugal
3  Hospital CUF, Porto, Portugal
,
Manuel Gutierre
2  Casa de Saúde da Boavista, Porto, Portugal
3  Hospital CUF, Porto, Portugal
4  Centro Hospitalar de São João, Porto, Portugal
› Author Affiliations
Further Information

Publication History

04 July 2017

17 January 2018

Publication Date:
10 May 2019 (online)

Resumo

A luxação do ombro posterior traumática é de difícil diagnóstico e tratamento. Há séries que descrevem que 60%-80% dessas luxações não são diagnosticadas numa primeira ida ao serviço de urgência. Desse modo, casos de luxações com vários dias e por vezes semanas são frequentes, o que sempre torna o tratamento mais complexo. As luxações posteriores são geralmente acompanhadas por uma fratura de impressão na superfície anterior da cabeça umeral, conhecida como lesão de Hill-Sachs reversa. Esse defeito ósseo pode “encravar” na borda glenoidal posterior e levar a instabilidade recorrente e destruição progressiva da articulação. Os autores descrevem um procedimento de McLaughlin artroscópico modificado, que permite o preenchimento do defeito ósseo com o terço superior do tendão subescapular, evita a recorrência da instabilidade posterior. Associadamente, fez-se uma reparação da lesão de Bankart posterior e uma tenodese da longa porção do tendão bicipital. Essa técnica, além de reparar a lesão condrolabral posterior, cria um efeito de remplissage anterior, o que torna a reparação mais forte, é um ótimo procedimento no tratamento definitivo da luxação posterior recidivante. É um procedimento inteiramente feito por via artroscópica, não apresenta as desvantagens dos procedimentos abertos.

* Trabalho desenvolvido na Casa de Saúde da Boavista, Porto, Portugal. Publicado originalmente por Elsevier Ltda.