Open Access
CC BY-NC-ND 4.0 · Journal of Coloproctology 2021; 41(S 01): S1-S235
DOI: 10.1055/s-0041-1741817
DOENÇA DIVERTICULAR DOS CÓLONS
Trabalho Científico
ID: 16835

O Que Acontece com os Pacientes Recuperados de Diverticulite Aguda Complicada na Fase Pós-aguda?

Authors

  • L. M. Betini

    1   Irmandade Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, SP, São Paulo, Brasil
  • F. B. Formiga

    1   Irmandade Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, SP, São Paulo, Brasil
  • T. D. S. Manzione

    1   Irmandade Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, SP, São Paulo, Brasil
  • M. S. Marinho

    1   Irmandade Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, SP, São Paulo, Brasil
  • A. C. H. Mitidieri

    1   Irmandade Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, SP, São Paulo, Brasil
  • L. G. L. De Godoy

    1   Irmandade Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, SP, São Paulo, Brasil
  • J. C. Assef

    1   Irmandade Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, SP, São Paulo, Brasil
  • F. C. Bin

    1   Irmandade Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, SP, São Paulo, Brasil
 
 
  • Área: DOENÇA DIVERTICULAR DOS CÓLONS

  • Data: 01/09/2021

  • Horário: 11:00 às 13:30

Forma de Apresentação: Tema Livre

Objetivo A doença diverticular é uma afecção cada vez mais prevalente na população, devido ao atual hábito de vida ocidentalizado e a maior expectativa de vida da população. Com isso, a diverticulite aguda também aumenta casos no atendimento de emergência. Junto com o incremento da eficácia do uso de antibióticos, a punção por exame de imagem é, atualmente, arsenal terapêutico fundamental para a conduta não cirúrgica da diverticulite complicada. Pacientes graves, peritonite difusa ou abscessos não resolvidos são, impreterivelmente, de indicação cirúrgica de urgência. Porém, há controvérsia na indicação de cirurgia eletiva para os pacientes que se recuperam da diverticulite complicada com abscesso (Hinchey Ib-II) através de tratamento não operatório (punção/antibiótico). Assim, objetiva-se descrever a evolução dos doentes com diverticulite com abscesso que foram submetidos a tratamento não operatório.

Método Pacientes internados e ambulatoriais atendidos por CID 10 K57 entre os anos de 2018 a 2021 foram incluídos na análise. Através do prontuário médico, foram confirmados o diagnóstico definitivo e selecionados os pacientes que tinham abscesso diverticular e foram submetidos a tratamento não operatório. A amostra foi caracterizada e investigada quanto a evolução do quadro pós-agudo, seja através de prontuário médico, consulta eletiva ou telefonema.

Resultados Dos 88 pacientes internados com CID 10 K57, 36 deles tinham diverticulite aguda. Destes, 17 pacientes (47,2%) apresentavam abscesso, porém seis deles (35%) evoluíram com necessidade de cirurgia na mesma internação. Caracterizando 11 pacientes com resolução não cirúrgica do abscesso diverticular: duas punções e nove pacientes com antibioticoterapia exclusiva. Abscessos pericólicos entre 3 e 5cm foram os mais frequentes. Quatro pacientes da amostra já tinham apresentado diverticulite prévia. Apenas um paciente realizou retossigmoidectomia videolaparoscópica eletiva após 8 meses do quadro agudo, assintomático até a cirurgia. O restante dos pacientes não fizeram cirurgia de intervalo: seis deles estão assintomáticos com tempo de seguimento médio de 18 meses; um está sintomático após sete meses (em programação cirúrgica) e os três últimos foram operados por agudização ou estenose num intervalo médio de 6 meses (apenas uma colostomia). Isso caracteriza falha de 40% no tratamento conservador. Embora a amostra seja diminuta, fatores como tamanho do abscesso, primeira crise e classificação de Hinchey não parecem ter influenciado na falha terapêutica. No entanto, a média de idade foi característica bastante divergente: 71 anos para pacientes assintomáticos não operados versus 51 anos naqueles que falharam.

Conclusões A indicação de cirurgia eletiva para pacientes com abscesso diverticular tratado com sucesso na fase aguda, é controversa. Na prática, muitos pacientes fazem tratamento conservador, porém o risco de necessidade cirúrgica não é desprezível e ele é maior em pacientes não senis.


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Article published online:
04 January 2022

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