CC BY-NC-ND 4.0 · Rev Bras Ortop (Sao Paulo) 2020; 55(06): 808
DOI: 10.1055/s-0040-1709735
Carta ao Editor
Ortopedia pediátrica

Carta ao editor sobre o artigo: Fixação intramedular flexível para fraturas diafisárias dos ossos do antebraço em crianças

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1  Departamento de Pesquisa, Medical School, Espiritu Santo University, Samborondon, Ecuador
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Caro Editor,

O artigo de Acharya et al[1] mostra evidências importantes sobre o tratamento cirúrgico das fraturas do antebraço em crianças, o que é preciso de acordo com estudos recentes aqui apresentados. A fixação intramedular flexível mostrou excelentes resultados, principalmente na consolidação sem danificar a placa de crescimento, retorno às atividades normais e poucas complicações. Por exemplo, Kapoor et al,[2] em seu estudo com 50 crianças, demonstraram consolidação em todas as fraturas em aproximadamente 7 semanas e, em termos de complicações, apenas 2 pacientes necessitaram de fasciotomia para síndrome do compartimento pós-operatório e 9 pacientes relataram restrição na pronação em 20 graus.

No entanto, a revisão sistemática de Patel et al[3] mostra uma comparação de complicações e resultados funcionais entre hastes intramedulares flexíveis e placas de fixação. Os resultados apresentam que não há diferenças significativas em tempo de consolidação, complicações, grau de angulação, encurtamento ou rotação. A única diferença é que a haste intramedular flexível revela melhores resultados estéticos e menor tempo de cirurgia. Portanto, a decisão final de qual método usar vai depender da experiência do cirurgião.

Por outro lado, o artigo de Peterlein et al[4] fornece informações importantes para serem aplicadas em todos os pacientes submetidos a esse tipo de cirurgia, pois se concentra em avaliar os resultados a longo prazo da haste intramedular flexível nas fraturas diafisárias de antebraço em um total de 122 crianças. Os pacientes foram avaliados com a escala de deficiências no braço, ombro e mão (DASH, na sigla em inglês) e com a escala de Mayo Wrist. A pontuação do DASH é composta pelas deficiências mencionadas acima, e a avaliação da realização de esportes e o trabalho. Um total de 77% atingiu uma escala DASH igual a 0, isto é, esse número de pacientes não relatou queixas após o procedimento. Além disso, a escala de Mayo Wrist é uma ferramenta que avalia quatro variáveis que são dor, força de preensão, amplitude de movimento e satisfação. Este estudo relata uma escala de Mayo Wrist de 100 em 82% (n = 74) dos pacientes, quer dizer, que a maioria não apresentou nenhum problema.

Baseado nisso, pode-se determinar que o procedimento cirúrgico da haste intramedular flexível não apresenta diferenças significativas em relação a outros métodos, como a placa de fixação ou tratamento conservador. Portanto, a maioria dos estudos determina que esse método dispõe de certas vantagens que favorecem a recuperação e a qualidade de vida pós-operatória do paciente.


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Endereço para correspondência

Nicolas Gallardo-Molina, MD
Research Department at Medical School of Espiritu Santo University (UEES)
Via Samborondon km 1.5, Guayaquil, Guayas 092302
Ecuador   

Publication History

Publication Date:
29 May 2020 (online)

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