CC BY-NC-ND 4.0 · International Journal of Nutrology 2018; 11(S 01): S24-S327
DOI: 10.1055/s-0038-1674981
Trabalhos Científicos
Thieme Revinter Publicações Ltda Rio de Janeiro, Brazil

Relação Entre Depressão, Qualidade Alimentar Dietética e Eixo Intestino-Cérebro

Pedro Henrique Ximenes Patier
1  Centro Universitário de Brasília
,
Raíssa Torres Avelar Nasser da Veiga
1  Centro Universitário de Brasília
,
Vitor Coletty dos Santos
1  Centro Universitário de Brasília
,
Marcela Moreira Ribeiro
1  Centro Universitário de Brasília
› Author Affiliations
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Publication History

Publication Date:
27 September 2018 (online)

 
 

    Introdução: Atualmente é notado um aumento na quantidade de pessoas diagnosticadas com transtornos psiquiátricos e/ou depressivos. Fisiologicamente, esta condição se trata de um estado de desregulação de neurotransmissores no sistema nervoso central (SNC), levando a alterações de humor, estresse, desânimo e outras condições relacionadas. Tendo isso como base, se tem a alimentação como forma de regulação dos níveis de neurotransmissores pelo eixo intestino-cérebro, principalmente quando se trata da qualidade alimentar na dieta e a maior ingesta de alimentos ricos em triptofano (precursor da serotonina).

    Objetivo: Analisar a influência da alimentação na gênese da depressão e a importância da qualidade alimentar no eixo intestino-cérebro.

    Metodologia: Foi realizada análise e revisão metodológica de publicações nas bases de dados PubMed, Cochrane, Scielo e Google Scholar. Foram utilizados descritores como “depressão”, “alimentação”, “triptofano” e “eixo intestino-cérebro”, sendo feita a associação entre eles e busca nos idiomas português e inglês.

    Resultados: das referências avaliadas, foi demonstrado por (COATES et al, 2006) e (TACK, 2007) que o cerca de 95% da serotonina produzida no organismo humano é proveniente do trato gastrointestinal. as células enteroendócrinas realizam a biossíntese de serotonina, muito mais que os neurônios serotoninérgicos centrais ou periféricos, tendo como precursor o triptofano; liberam, dessa forma, para o lúmen gastrointestinal (GRONSTARD et al., 1985) e sangue (TAMIR et al., 1985). Também foi demonstrado que a dieta ocidental, tal que apresenta qualidade alimentar diminuída por conta de uma maior quantidade de carboidratos, alimentos processados e deficit de vitaminas teve maior relação com aumento do risco de desenvolvimento de depressão (RAHE et al, 2014 e LAI et al, 2014) São necessários mais estudos prospectivos e randomizados controlados para validar os achados relacionados a esse tema.

    Conclusão: a partir das informações extraídas da literatura, se pode sugerir que a alimentação e equilíbrio intestinal influenciam diretamente no equilíbrio de neurotransmissores, principalmente a serotonina, tendo relação assim com transtornos depressivos e também o eixo intestino-cérebro.


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    No conflict of interest has been declared by the author(s).