CC BY-NC-ND 4.0 · International Journal of Nutrology 2018; 11(S 01): S24-S327
DOI: 10.1055/s-0038-1674417
Trabalhos Científicos
Thieme Revinter Publicações Ltda Rio de Janeiro, Brazil

As Consequências da Toxicidade da Vitamina a no Organismo – uma Revisão da Literatura

Shirlayne Carla Alves de Oliveira
1   Universidade Federal de Campina Grande
,
Carolina da Silva Ponciano
1   Universidade Federal de Campina Grande
,
Mayara Gabrielly Germano de Araújo
1   Universidade Federal de Campina Grande
,
Edson Douglas Silva Pontes
1   Universidade Federal de Campina Grande
,
Renally de Lima Moura
1   Universidade Federal de Campina Grande
,
Natália Dantas de Oliveira
1   Universidade Federal de Campina Grande
,
Elisiane Beatriz da Silva
1   Universidade Federal de Campina Grande
,
Emelly Naiara Dos Anjos Dantas
1   Universidade Federal de Campina Grande
,
Camila Pacheco da Silva
1   Universidade Federal de Campina Grande
,
José Thiago Alves de Sousa
1   Universidade Federal de Campina Grande
,
Suedna da Costa Silva
1   Universidade Federal de Campina Grande
› Author Affiliations
Further Information

Publication History

Publication Date:
27 September 2018 (online)

 
 

    Introdução: a Vitamina a refere-se a três compostos pré-formados que exibem atividade metabólica: o álcool (retinol), o aldeído (retinal ou retinaldeído) e o ácido (ácido retinoico). o retinol armazenado é frequentemente esterificado para um ácido graxo, geralmente de retinil- palmitato, que é normalmente encontrado junto com proteínas alimentares. Além da vitamina a pré-formada encontrada nos produtos de origem animal, os vegetais contêm um grupo de compostos conhecido como carotenoides, que podem produzir retinoides quando metabolizados no organismo. Apenas alguns carotenoides antioxidantes possuem atividades de vitamina a significativa. o mais importante deles é o β-caroteno. a quantidade de vitamina a disponível a partir dos carotenoides dietéticos depende da sua absorção e da sua conversão em retinol. a vitamina a pré-formada é encontrada apenas em alimentos de origem animal, seja em áreas de armazenamento, tais como o fígado, ou na gordura do leite e nos ovos.

    Objetivo: Conhecer os efeitos da toxicidade da utilização de vitamina a em excesso.

    Metodologia: Desta forma, foi realizada uma revisão bibliográfica contendo 12 artigos científicos, encontradas através de uma busca nas bases eletrônicas de dados: Scielo, Google Acadêmico e Pubmed no idioma inglês e português, correspondente ao período dos últimos 2 anos, utilizando como palavras chaves: Toxicidade, dieta, vitamina A.

    Resultados: Doses grandes e persistentes de vitamina a (> 100 vezes a quantidade necessária) superam a capacidade do fígado de armazenar a vitamina e produzem intoxicação e, por fim, resultam em hepatopatias. Essa intoxicação é caracterizada pelas altas concentrações plasmáticas de ésteres de retinil associados às lipoproteínas. a hipervitaminose a nos seres humanos é caracterizada por alterações na pele e nas membranas mucosas. Lábios secos (queilite) são um sinal comum inicial, seguido por secura da mucosa nasal e dos olhos. Sinais mais avançados incluem ressecamento, eritema, descamação e exfoliação da pele, perda de cabelo e fragilidade das unhas. Foram relatados também dor de cabeça, náusea e vômito. Os animais com hipervitaminose a frequentemente têm alterações ósseas que envolvem crescimento excessivo do osso periósteo. um aumento da incidência de fraturas do quadril foi encontrado em mulheres com alta.

    Conclusão: a vitamina a possui diversos benefícios para o organismo, se consumidos em quantidades adequadas. Caso isso não ocorra, o excesso pode levar a um quadro de toxicidade. É importante o consumo adequado de vitamina A.


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    No conflict of interest has been declared by the author(s).