Arquivos Internacionais de Otorrinolaringologia 2011; 15(03): 327-332
DOI: 10.1590/S1809-48722011000300010
Original Article
Thieme Publicações Ltda Rio de Janeiro, Brazil

Evaluating the effect of the temporomandibular disorder treatment over tinnitus

Avaliação do efeito do tratamento de distúrbios temporomandibulares sobre o zumbido
Guilherme Webster
1  Junior Doctor in Otorhinolaryngology at Hospital do Servidor Público Municipal de São Paulo. Junior Doctor.
,
Cláudio Márcio Yudi Ikino
2  Doctor in Otorhinolaryngology from the University of São Paulo. Assistant Professor of UFSC's Surgery Department.
,
Bertholdo Werner Salles
3  Doctor in Dentistry from Federal University of Santa Catarina. Assistant Professor of UFSC's Dentistry Department.
,
Aline da Rocha Lino
4  Junior Doctor in Clinical Medicine at Hospital Regional de São José Dr. Homero de Miranda Gomes. Junior Doctor.
,
Evandro Maccarini Manoel
5  Junior Doctor in Otorhinolaryngology at EPM-UNIFESP. Junior Doctor.
,
Waldir Carreirão Filho
6  Master in Otorhinolaryngology from Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Assistant Professor of UFSC's Surgery Department.
› Author Affiliations
Further Information

Publication History

01 April 2011

21 May 2011

Publication Date:
12 February 2014 (online)

Summary

Introduction: The interaction between tinnitus and temporomandibular disorders is a very complex issue that has been long approached, because neither the etiologic factors nor the pathogenesis of such a two-way association has been clearly defined yet. Additionally, tinnitus is known to be more prevalent in temporomandibular dysfunction individuals in comparison with the general population, hence, suggesting the existence of this two-way association.

Objective: Evaluate the effect of the temporomandibular disorder treatment when tinnitus is noticed.

Methods: It is about a prospective cohort study, in which temporomandibular dysfunction (TMD) individuals showing a tinnitus before and after the dental TMD treatment were studied. Patients' age, sex, and tinnitus features - place of symptom and time length were examined, and an audiometric evaluation was performed. Intensity of tinnitus was evaluated by a digital analogue scale before and after the TMD treatment.

Results: We evaluated 15 TMD and tinnitus patients aged between 37.7 ±  17.1, 86.7% of whom were female. In 60% of the cases, tinnitus was unilateral and the average time length was 24 months. In 5 (33.3%) patients, a neurosensorial hearing loss was seen at audiometry. When comparing the visual analogue scale scores before and after the dental treatment, a significant decrease (p < 0,001) in the intensity of tinnitus was evident. In 4 (26.6%) patients, tinnitus disappeared.

Conclusion: A significant decrease in the recognition of tinnitus by patients submitted to a temporomandibular dysfunction treatment was evident.

Resumo

Introdução: A interação entre o zumbido e os distúrbios temporomandibulares é um tema que possui abordagem antiga e complexa, pois os fatores etiológicos, bem como a patogênese desta inter-relação ainda não são bem definidos. Ademais, sabe-se que o zumbido possui maior prevalência nos portadores de distúrbios temporomandibulares quando comparados com a população geral, o que sugere haver esta correlação.

Objetivo: Avaliar o efeito do tratamento dos distúrbios temporomandibulares na percepção do zumbido.

Método: Trata-se de um estudo de coorte, prospectivo, em que se estudaram pacientes portadores de distúrbios temporomandibulares (DTM) que apresentavam zumbido antes e após o tratamento odontológico do DTM. Os pacientes foram avaliados quanto à idade, sexo, caracterização do zumbido - local do sintoma e tempo de duração e avaliação auditiva através de audiometria. A intensidade do zumbido foi avaliada através de escala analógico-digital antes e após o tratamento dos DTM.

Resultados: Avaliamos 15 pacientes com DTM e zumbido, com idade média de 37,7 ±  17,1 anos, sendo 86,7% do sexo feminino. Em 60% dos casos o zumbido era unilateral e a mediana do tempo de duração foi de 24 meses. Em 5 (33,3%) pacientes identificou-se perda auditiva neurossensorial a audiometria. Comparando-se os escores da escala analógico-visual antes e após o tratamento odontológico, verificou-se que houve redução significativa (p < 0,001) da intensidade do zumbido. Em 4 (26,6%) pacientes houve desaparecimento do zumbido.

Conclusão: Houve redução significativa na percepção do zumbido nos pacientes submetidos a tratamento das desordens temporomandibulares.