CC BY-NC-ND 4.0 · International Journal of Nutrology 2020; 13(03): 095-101
DOI: 10.1055/s-0040-1718995
Review Article | Artigo de Revisão

Benefícios do ômega 3 na prevenção de doença cardiovascular: Revisão integrativa de literatura

Benefits of Omega 3 in Cardiovascular Disease Prevention: Integrative Literature Review
1  Instituto Santa Marta de Ensino e Pesquisa, Brasília, DF, Brasil
,
2  Faculdade de Medicina, Faculdade Alfredo Nasser (UNIFAN), Goiânia, GO, Brasil
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Resumo

Introdução Os ácidos graxos poliinsaturados-3, ou ômega 3, como o ácido alfa-linolênico (ALA, na sigla em inglês), uma gordura encontrada em alimentos vegetais, o ácido eicosapentaenoico (EPA, na sigla em inglês) e o ácido docosahexaenoico (DHA, na sigla em inglês), ambos encontrados em peixes, vêm sendo considerados substâncias relevantes para a manutenção da saúde, de modo que a suplementação vem sendo aventada como relevante para redução de riscos cardiovasculares.

Objetivo Identificar e analisar as evidências científicas disponíveis na literatura sobre a contribuição do ômega 3 na prevenção e no tratamento de doenças cardiovasculares.

Materiais e Métodos Revisão integrativa de literatura, com deferência a materiais publicados nas bases de dados da Scielo e PubMed, em que se considerou como critério de inclusão artigos publicados nos últimos 5 anos, disponíveis na íntegra, nos idiomas inglês, espanhol e português, que abordassem a temática proposta; os critérios de exclusão foram editoriais, cartas ao editor, estudos de revisão, teses, dissertações, artigos repetidos e que não correspondessem à temática.

Resultados Com base nas evidências científicas mencionadas, os índices de ômega 3 no organismo são relevantes para identificar possível risco cardiovascular, de modo que pode, portanto, ser usado como objetivo para o tratamento quando de possível risco para estas manifestações. Esse fator de risco pode ser modificado pela ingestão de EPA e DHA. A dose padrão de 1 g/dia de EPA e DHA recomendada pelas sociedades cardíacas, no entanto, provavelmente está longe de ser ideal para todos, já que não apenas essa dose padrão, mas também dieta, histórico genético individual, índice de massa corporal, ingestão e descarte de calorias, e outros fatores, todos juntos, provavelmente determinam o nível de ácidos graxos ômega 3 de uma determinada pessoa. Sugere-se, portanto, que o índice de ômega-3 atue não apenas como fator de risco para as doenças cardiovasculares, mas que outros contextos aliados ao estilo de vida do paciente sejam considerados.

Conclusão A dieta ou suplementação desses nutrientes pode resultar em benefícios cardiovasculares e outros para a sociedade como um todo.

Abstract

Introduction Omega-3 polyunsaturated fatty acids such as alpha-linolenic acid (ALA), a fat found in plant foods, and eicosapentaenoic acid (EPA) and docosahexaenoic acid (DHA), both found in fish, have been considered relevant substances for the maintenance of health, so that supplementation is being considered relevant for the reduction of cardiovascular risks.

Objective To identify and analyze the scientific evidence available in the literature on the contribution of omega 3 in the prevention and treatment of cardiovascular disease.

Materials and Methods Integrative literature review, with deference to materials published in the Scielo and PubMed databases, which considered as inclusion criteria articles published in the last 5 years, available in full, in English, Spanish, and Portuguese, which addressed the proposed theme; the exclusion criteria were editorials, letters to the editor, review studies, theses, dissertations, and duplicate articles that did not correspond to the theme.

Results Based on the aforementioned scientific evidence, the body's omega-3 indices are relevant to identify possible cardiovascular risk, so it can therefore be used as an objective for treatment when there is a possible risk for these manifestations. This risk factor can be modified by taking EPA and DHA. The standard 1 g/day dose of EPA and DHA recommended by cardiac societies is, however, probably far from ideal for everyone, as not only this standard dose but also diet, individual genetic history, body mass index, calorie intake and disposal, and other factors all together probably determine a person's level of omega-3 fatty acids. Therefore, it is suggested that the omega-3 index acts not only as a risk factor for cardiovascular disease, but that other contexts allied to the patient's lifestyle should be considered.

Conclusion Diet or supplementation of these nutrients may result in cardiovascular and other types of benefits to society as a whole.



Publication History

Received: 14 August 2020

Accepted: 25 August 2020

Publication Date:
08 December 2020 (online)

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