CC BY 4.0 · Rev Bras Ginecol Obstet 2020; 42(10): 634-641
DOI: 10.1055/s-0040-1715139
Original Article
Sexually Transmitted Infections

Laboratorial Aspects of Cytolytic Vaginosis and Vulvovaginal Candidiasis as a Key for Accurate Diagnosis: A Pilot Study

Aspectos laboratoriais da vaginose citolítica e candidíase vulvovaginal como uma chave para o diagnóstico preciso: Um estudo piloto
1   Department of Gynecology and Obstetrics, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, SP, Brazil
2   Department of Morphology and Genetics, Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo, São Paulo, SP, Brazil
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1   Department of Gynecology and Obstetrics, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, SP, Brazil
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1   Department of Gynecology and Obstetrics, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, SP, Brazil
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1   Department of Gynecology and Obstetrics, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, SP, Brazil
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1   Department of Gynecology and Obstetrics, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, SP, Brazil
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3   Department of Medicine, Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo, São Paulo, SP, Brazil
› Author Affiliations

Abstract

Objective To identify clinical, microscopic, and biochemical characteristics that differentiate cytolytic vaginosis (CV) from vulvovaginal candidiasis (VVC).

Methods The present cross-sectional study analyzed the vaginal contents of 24 non-pregnant women aged 18 to 42 years who were attended at the Genital Infections Clinic at Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher da Universidade Estadual de Campinas (CAISM-UNICAMP). They were diagnosed either with (CV = 8, VVC = 8) or without vulvovaginitis or vaginal dysbiosis (controls). The socio-demographic, clinical, and gynecological data were obtained from a detailed patient interview. Samples of the vaginal contents were collected for analysis of vaginal pH, gram stain, and specific fungal culture. The Kruskal-Wallis and Fisher exact tests were used to compare the differences between the groups. Odds ratios were used to compare the categorical variables. The significance level was considered at p < 0.05.

Results Both women with CV and VVC had a lumpy vaginal discharge (p = 0,002) and vaginal hyperemia (p = 0.001), compared with controls. The inflammatory process was more intense in the VVC group (p = 0.001). In the CV group, there was statistical significance for the lactobacillus amount (p = 0.006), vaginal epithelium lysis (p = 0.001), and vaginal pH (p = 0.0002).

Conclusion Cytolytic vaginosis and VVC diagnoses rarely differ on clinical characteristics but have different laboratorial findings. The present study highlights the importance of conducting an accurate investigation through laboratory tests rather than clinical criteria to avoid misdiagnosis.

Resumo

Objetivo Identificar características clínicas, microscópicas e bioquímicas que diferenciam a vaginose citolítica (VC) da candidíase vulvovaginal (CVV).

Métodos O presente estudo de corte transversal analisou o conteúdo vaginal de 24 mulheres não grávidas, com idades entre 18 e 42 anos, atendidas no ambulatório de Infecções Genitais do Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher da Universidade Estadual de Campinas (CAISM-UNICAMP). Elas foram diagnosticadas com (CV = 8, CVV = 8) ou sem vulvovaginite ou disbiose vaginal (controles = 8). Os dados sociodemográficos, clínicos e ginecológicos foram obtidos em uma entrevista detalhada do paciente. Amostras do conteúdo vaginal foram coletadas para análise do pH vaginal, coloração de Gram e cultura específica de fungos. Os testes exatos de Kruskal-Wallis e Fisher foram utilizados para comparar as diferenças entre os grupos. A razão de chances foi utilizada para comparar as variáveis categóricas. O nível de significância considerado foi de p < 0,05.

Resultados As mulheres com VC e CVV apresentaram corrimento vaginal irregular (p = 0,002) e hiperemia vaginal (p = 0,001), em comparação aos controles. O processo inflamatório foi mais intenso no grupo CVV (p = 0,001). No grupo VC, houve significância estatística para a quantidade de lactobacilos (p = 0,006), lise do epitélio vaginal (p = 0,001) e pH vaginal (p = 0,0002).

Conclusão Os diagnósticos de VC e CVV raramente diferem nas características clínicas, mas apresentam achados laboratoriais diferentes. O presente estudo destaca a importância de conduzir uma investigação precisa por meio de testes laboratoriais, em vez de critérios apenas clínicos, a fim de evitar erros de diagnóstico.

Contributions

J. M. S.: Design, collection, analysis and interpretation of the data and writing of the article; P. C. G. design and data analysis and final revision. M. B. data analysis; R. A. collection and interpretation of the data; M. G. D. writing and revision of the article; L. R. data analysis and final revision.




Publication History

Received: 20 January 2020

Accepted: 29 June 2020

Article published online:
31 October 2020

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