CC BY-NC-ND 4.0 · Rev Bras Ortop (Sao Paulo)
DOI: 10.1055/s-0040-1709989
Artigo Original
Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia. Published by Thieme Revinter Publicações Ltda Rio de Janeiro, Brazil

Estudo comparativo da função e qualidade de vida de pacientes submetidos à artroplastia total do joelho com plataformas tibiais fixa e móvel

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Daiane Cavenaghi Nacca
1  Departamento de Ortopedia e Traumatologia, Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo, São Paulo, São Paulo, Brasil
,
Joicemar Tarouco Amaro
1  Departamento de Ortopedia e Traumatologia, Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo, São Paulo, São Paulo, Brasil
,
2  Instituto Cohen de Ortopedia e Reabilitação e Medicina do Esporte, São Paulo, São Paulo, Brasil
,
1  Departamento de Ortopedia e Traumatologia, Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo, São Paulo, São Paulo, Brasil
,
1  Departamento de Ortopedia e Traumatologia, Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo, São Paulo, São Paulo, Brasil
,
Moisés Cohen
1  Departamento de Ortopedia e Traumatologia, Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo, São Paulo, São Paulo, Brasil
› Author Affiliations
Further Information

Publication History

08 July 2019

27 January 2020

Publication Date:
08 July 2020 (online)

  

Resumo

Objetivo Comparar a função e qualidade de vida dos pacientes submetidos a artroplastia total de joelho (ATJ) com plataforma tibial fixa e plataforma tibial móvel.

Métodos Foram avaliados 240 pacientes com diagnóstico de osteoartrose de joelho, em um ensaio clínico, randomizados em dois grupos: grupo A, composto por 120 pacientes submetidos a ATJ com plataforma tibial fixa, e grupo B, formado por 120 pacientes com plataforma móvel. Todos foram avaliados de acordo com a função e qualidade de vida pelos questionários de Western Ontario and McMaster Universities Arthritis Index (WOMAC) e Short Form Health Survey(SF-36), e escores de dor, por meio da escala visual analógica (EVA) de dor, no pré-operatório e com 6meses, 1ano, 2anos, 4anos e 8anos de cirurgia.

Resultados Com relação aos diversos domínios do SF-36, o comportamento médio dos escores de capacidade funcional, aspectos físicos, dor e aspectos emocionais foram estatisticamente diferentes ao longo do seguimento, em ambos os grupos. Os demais domínios de qualidade de vida não apresentaram diferenças. Assim como na EVA de dor, o escore médio do WOMAC de dor apresentou melhora ao longo do seguimento em ambos os grupos. Entretanto, com dois anos de seguimento, foram estaticamente piores no grupo A, se igualando ao grupo B nos outros momentos de acompanhamento.

Conclusão Com 2anos de pós-operatório, os escores de dor do WOMAC e daEVA foram piores no grupo submetido aATJ com plataforma tibial fixa. Porém, as diferenças não permaneceram no médioprazo, sugerindo que a artroplastia com plataforma tibial móvel tem uma vantagem no curto prazo, podendo auxiliar no processo de reabilitação.