CC BY-NC-ND 4.0 · Arquivos Brasileiros de Neurocirurgia: Brazilian Neurosurgery 2020; 39(02): 079-082
DOI: 10.1055/s-0040-1708891
Original Article | Artigo Original
Thieme Revinter Publicações Ltda Rio de Janeiro, Brazil

Ventricular-Peritoneal Shunt in Newborns in a High-Risk Maternity Unit: Case Series

Derivação ventrículo-peritoneal em recém-nascidos numa maternidade de alto risco: Série de casos
Amanda Ferreira Barbosa
1  Department of Medicine, Universidade Federal de Sergipe, Lagarto, SE, Brazil
,
José Nolasco de Carvalho Neto
2  Department of Medicine, Universidade Federal de Sergipe, Aracaju, SE, Brazil
,
Carlos Alberto Miranda Lyra
3  Department of Medicine, Universidade Tiradentes, Aracaju, SE, Brazil
,
Tiago de Paiva Cavalcante
4  Department of Neurosurgery, Maternidade Nossa Senhora de Lourdes, Aracaju, SE, Brazil
,
Rilton Marcus Morais
5  Department of Neurosurgery, Hospital de Cirurgia, Aracaju, SE, Brazil
,
Arthur Maynart Pereira Oliveira
5  Department of Neurosurgery, Hospital de Cirurgia, Aracaju, SE, Brazil
› Author Affiliations
Further Information

Publication History

02 November 2019

15 January 2020

Publication Date:
06 April 2020 (online)

  

Abstract

Objective To identify factors related to ventricular-peritoneal shunt (VPS) complications in pediatric patients at a high-risk maternity hospital.

Methods Prospective study, conducted between September/2018 and June/2019, with selected newborns without previous ventricular bypass who underwent neurosurgery for VPS placement in a high-risk maternity hospital in the state of Sergipe, Brazil. Diagnosis of hydrocephalus occurred by transfontanelle ultrasound. The variables were analyzed by Student t-test, adopting p < 0.05 as statistical significance.

Results Seven newborns participated in the study, 3 male and 4 female. Folic acid supplementation during pregnancy was considered a positive influencing factor in the 1st minute Apgar. Hydrocephalus secondary to premature hemorrhage was present in most newborns. Prematurity, 1st minute Apgar score < 7, and birth weight < 2,500 g did not represent a significant negative risk factor for prolonged hospitalization after neurosurgery. One newborn had cerebrospinal fluid infection and was the only one with heart disease.

Conclusion This is the first scientific research that associates the benefits of maternal use of folic acid during pregnancy to better newborn Apgar scores. Only one newborn developed complications after neurosurgery, the only one with an associated comorbidity. Further studies are needed to provide more evidence on risk factors related to complications of VPS implantation in newborns. This neurosurgical procedure in a high-risk maternity contributed to the early management of hydrocephalus.

Resumo

Objetivo Conhecer fatores relacionados a complicações de derivação ventrículo-peritoneal (DVP) em pacientes pediátricos numa maternidade de alto risco.

Métodos Estudo prospectivo, realizado entre setembro/2018 e junho/2019, com seleção de recém-nascidos (RNs) sem derivação-ventricular prévia submetidos à neurocirurgia para colocação de DVP numa maternidade de alto risco no etsado do Sergipe, Brasil. O diagnóstico de hidrocefalia ocorreu pela ultrassonografia transfontanela. As variáveis foram analisadas pelo teste T de Sudent, adotando p < 0,05 como significância estatística.

Resultados Participaram do estudo sete RNs, sendo três do sexo masculino e quatro do sexo feminino. A suplementação de ácido fólico durante a gravidez foi considerada um fator de influência positivo no Apgar de 1° minuto. Hidrocefalia secundária à hemorragia da prematuridade esteve presente na maioria dos RNs. Prematuridade, Apgar de 1° minuto < 7 e peso ao nascer < 2.500 g não representaram fator de risco negativo significativo para hospitalização prolongada após a neurocirurgia. Um RN apresentou infecção liquórica, sendo o único com cardiopatia.

Conclusão Esta é a primeira pesquisa científica que associa os benefícios da suplementação materna com ácido fólico durante a gravidez a melhores valores de Apgar do recém-nascido. Apenas um recém-nascido desenvolveu complicações após a neurocirurgia, o único com uma comorbidade associada. Mais estudos são necessários para fornecer mais evidências sobre os fatores de risco relacionados às complicações do implante de DVP em recém-nascidos. Esse procedimento neurocirúrgico em RNs numa maternidade de alto risco contribuiu com o manejo precoce da hidrocefalia.