CC BY-NC-ND 4.0 · International Journal of Nutrology 2017; 10(S 01): S325-S329
DOI: 10.1055/s-0040-1705658
ARTIGO ORIGINAL
Thieme Revinter Publicações Ltda Rio de Janeiro, Brazil

Esofagite eosinofílica na infância

Marco Antônio Duarte
1  Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais (HC/UFMG). Doutor em Pediatria (UFMG), Mestre em Medicina Tropical (UFMG), Especialista em Pediatria (UFMG e SBP), Gastroenterologista Pediátrico (FBG e SBP), Professor Doutor Associado do Departamento de Pediatria da Faculdade de Medicina (UFMG). Professor do curso de especialização em Gastroenterologia Pediátrica do PED (UFMG) e HC (UFMG) e Vice presidente do comitê de Gastroenterologia da SMP.
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Publication History

30 August 2016

30 September 2016

Publication Date:
17 February 2020 (online)

RESUMO

A Esofagite eosinofílica (EEo) é doença imunológica caracterizada por 15 ou mais eosinófilos à biópsia microscópica da mucosa esofágica em campo de maior aumento. Acomete principalmente adultos (20% em crianças). As manifestações clínicas são vômitos, regurgitação, dificuldade para alimentar, dor abdominal e/ou retroesternal, disfagia ou impactação alimentar. Variam com a idade. Os primeiros são mais frequentes em crianças menores. O diagnóstico só deve ser considerado após exclusão de doença péptica com Inibidores de Bomba de Prótons (IBP). Há duas opções para o tratamento: Uso de corticoide tópico na mucosa esofágica dissolvido em solução viscosa durante pelo menos 8 semanas; exclusão de possíveis antígenos - leite de vaca, ovo, amendoim, soja, amidos, frutos do mar, castanha e/ou carnes. Os pacientes podem evoluir para a cura ou apresentar recidivas frequentes. Muitas pesquisas ainda são necessárias para melhor compreensão desta doença.

ABSTRACT

Eosinophilic esophagitis is immune disease characterized by 15 or more eosinophils to microscopic biopsy of the esophageal mucosa in higher increase field. It mainly affects adults (20% in children). The clinical manifestations are vomiting, regurgitation, difficulty feeding, abdominal pain and retrosternal, dysphagia and food impaction. They vary with age. The first symptoms are more common in children. The diagnosis should only be considered after peptic disease exclusion with proton pump inhibitors. There are two options for treatment: corticosteroids for topical use in the esophageal mucosa dissolved in viscous solution for at least 8 weeks; exclusion of possible antigens - cow’s milk, egg, peanut, soy, starch, seafood, nuts and meat. Patients may progress to cure or have frequent recurrences. Many research is needed to better understand this disease.