CC BY-NC-ND 4.0 · International Journal of Nutrology 2017; 10(S 01): S281-S293
DOI: 10.1055/s-0040-1705650
ARTIGO ORIGINAL
Thieme Revinter Publicações Ltda Rio de Janeiro, Brazil

Diagnóstico da Doença Inflamatória Intestinal na Criança e Adolescente

Maraci Rodrigues
1  Doutora em Ciências pela Universidade de São Paulo, Ex Fellow da Universidade de Los Angeles, CA, EUA; Assistente do Departamento de Gastroenterologia do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo
2  Gastroenterologista Pediátrica da Clínica de Especialidades Pediátricas do Hospital Israelita Albert Einstein em São Paulo
› Author Affiliations
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Publication History

30 August 2016

30 September 2016

Publication Date:
17 February 2020 (online)

RESUMO

O critério de Porto1 esta alinhado com a apresentação do ESPGHAN, pois ambas as fontes chamam a atenção sobre o cuidado que se deve ter ao fazer diagnóstico da Doença Inflamatória Intestinal (DII) em crianças e adolescentes, mas principalmente em menores de 6 anos, no sentido de se afastar a possibilidade de imunodeficiências primárias e de doenças monogenéticas.

A apresentação do ESPGHAN reforça que é muito importante a forma de comunicação do diagnóstico para familiares e pacientes com DII pediátrica. O profissional deve, se possível, ter um time especializado em DII pediátrica, com pediatra, gastropediatra, enfermeira, nutricionista, psicóloga,etc.

A DII tem se tornado um diagnóstico crescente em crianças de todas as idades. Esta condição tem quadro clínico particular na infância, comparado com os adultos. Realizar o diagnóstico precoce é fundamental para se evitar um impacto adicional sobre o estado nutricional, desenvolvimento pondoestatural e pubertário.

Também requer atenção as consequências da DII sobre o aspecto psicossocial da criança e do adolescente, pois é comum a ruptura escolar e atividades sociais, especialmente naqueles pacientes com a doença instável ou grave, sendo necessário a intervenção psicológica.

ABSTRACT

The criteria of Porto1 is aligned with the presentation of ESPGHAN because both sources draw attention to the care that must be taken to make the diagnosis of Inflammatory Bowel Disease (IBD) in children and adolescents, but especially in children under 6 years old in order to exclude the possibility of primary immunodeficiencies and monogenic diseases.

The presentation of ESPGHAN reinforces that is very important the way how we introduce the diagnosis to the family and pediatric patients with IBD. Professionals should, if possible, have a team specialized in pediatric IBD, a pediatrician, pediatric gastroenterologist, nurse, nutritionist, psychologist, etc.

IBD has become an increasingly diagnosed in children of all ages. This condition has a particular clinical picture in children compared with adults. Perform early diagnosis is crucial to avoid an additional impact on the nutritional status, pondoestatural and pubertal development.

It also requires attention to the consequences of IBD on the psychosocial aspect of children and adolescents, it is common to break school and social activities, especially in those patients with unstable or severe disease, requiring psychological intervention.