CC BY-NC-ND 4.0 · Rev Bras Ortop (Sao Paulo) 2020; 55(05): 625-628
DOI: 10.1055/s-0040-1702960
Artigo Original
Trauma

Fraturas causadas por armas de fogo: Epidemiologia e taxa de infecção[*]

Article in several languages: português | English
1  Departamento do Aparelho Locomotor, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, Brasil
,
Auro Sérgio Perdigão de Brito
1  Departamento do Aparelho Locomotor, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, Brasil
,
Maíra Soares Torres
1  Departamento do Aparelho Locomotor, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, Brasil
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Kassio Lohner Prado
1  Departamento do Aparelho Locomotor, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, Brasil
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Marco Antonio Percope de Andrade
1  Departamento do Aparelho Locomotor, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, Brasil
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Tulio Vinicius de Oliveira Campos
1  Departamento do Aparelho Locomotor, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, Brasil
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Resumo

Objetivo Investigar a incidência de infecção em pacientes com fraturas por arma de fogo, e correlacionar esse achado com a ocorrência de desbridamento cirúrgico na sala de emergência.

Métodos Estudo retrospectivo, observacional e descritivo, que incluiu todos os casos de fraturas causadas por armas de fogo entre janeiro de 2010 e dezembro de 2014; foram incluídas 245 fraturas em 223 pacientes.

Resultados Houve infecção do local cirúrgico em 8,5% das fraturas, e a média de desbridamentos necessários para controlar o processo infeccioso foi de 1,273 ± 0,608. Foi identificada correlação entre o tratamento cirúrgico escolhido e o segmento corporal afetado (p < 0,001). O tratamento cirúrgico na sala de emergência teve correlação com a ocorrência de infecção (p < 0,001; teste do qui-quadrado).

Conclusão Pacientes com ferimentos à bala tratados de forma não operatória apresentaram lesões menos graves e estáveis; portanto, a incidência de complicações nesse grupo foi menor. Por outro lado, os pacientes com lesões complexas foram aqueles submetidos a desbridamento e fixação externa. Portanto, como esperado, foi encontrado um maior número de complicações infecciosas em pacientes submetidos à fixação externa.

* Dados coletados no Hospital Risoleta Tolentino Neves, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, Brasil.




Publication History

Received: 21 May 2019

Accepted: 29 November 2019

Publication Date:
27 April 2020 (online)

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