CC BY-NC-ND 4.0 · Rev Bras Ortop (Sao Paulo) 2020; 55(03): 304-309
DOI: 10.1055/s-0039-3402474
Artigo Original
Coluna
Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia. Published by Thieme Revinter Publicações Ltda Rio de Janeiro, Brazil

Fraturas complexas do sacro com dissociação espinopélvica tratadas cirurgicamente com fixação iliolombar[*]

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1  Grupo de Cirurgia da Coluna, Hospital do Trabalhador, Curitiba, PR, Brasil
,
Xavier Soler I Graells
1  Grupo de Cirurgia da Coluna, Hospital do Trabalhador, Curitiba, PR, Brasil
2  Departamento de Ortopedia e Traumatologia, Hospital das Clínicas, Universidade Federal do Paraná (UFPR), Curitiba, PR, Brasil
,
André Luis Sebben
1  Grupo de Cirurgia da Coluna, Hospital do Trabalhador, Curitiba, PR, Brasil
,
Marcel Luiz Benato
1  Grupo de Cirurgia da Coluna, Hospital do Trabalhador, Curitiba, PR, Brasil
,
Pedro Grein Del Santoro
1  Grupo de Cirurgia da Coluna, Hospital do Trabalhador, Curitiba, PR, Brasil
,
Álynson Larocca Kulcheski
1  Grupo de Cirurgia da Coluna, Hospital do Trabalhador, Curitiba, PR, Brasil
› Author Affiliations
Further Information

Publication History

23 October 2018

12 March 2019

Publication Date:
25 June 2020 (online)

Resumo

Objetivo Analisar uma série de casos de fraturas complexas do sacro com dissociação espinopélvica tratados cirurgicamente com fixação iliolombar, e revisar a literatura médica existente.

Métodos Para a análise, foram avaliados retrospectivamente os prontuários médicos de casos operados utilizando a técnica de Schildhauer et al para fixação. O período de acompanhamento foi de pelo menos 12 meses. Os resultados funcionais foram avaliados por meio da escala visual analógica (EVA) de dor e do índice de incapacidade de Oswestry, versão 2.0. Os dados foram comparados com os da literatura médica existente.

Resultados Seis casos foram analisados, sendo que quatro evoluíram com incapacidade moderada, um, com incapacidade mínima, e um, com incapacidade grave. Três casos que apresentavam déficit neurológico obtiveram melhora significativa. Apenas um caso evoluiu com complicação tromboembólica pulmonar.

Conclusão A técnica de Schildhauer et al é eficiente para a fixação de fraturas complexas de sacro com dissociação espinopélvica. Os pacientes evoluíram com bons resultados funcionais. A liberação precoce de sustentação de carga demonstrou-se segura com o uso deste tratamento.

* Trabalho desenvolvido no Grupo de Cirurgia da Coluna, Hospital do Trabalhador, Curitiba, PR, Brasil.