Resumo
As fraturas da cabeça radial representam mais de 50% de todas as fraturas do antebraço.
Broberg e Morrey (modificação da classificação de Mason) as classificam em quatro
tipos. As fraturas do tipo 1 são aquelas não deslocadas ou minimamente deslocadas,
consideradas estáveis e sem bloqueio mecânico das articulações. Nesse tipo de fratura,
um manejo não operatório com um curto período de imobilização permite bom resultado
clínico sem desfechos adversos. Lesões associadas clinicamente relevantes não são
comuns. Por esse motivo, a artrite da articulação radiocapitelar e ulnoumeral após
a fratura da cabeça do rádio não deslocada é incomum. Este relato de caso apresenta
um paciente jovem com diagnóstico de fratura isolada da cabeça radial não deslocada
que evoluiu, 8 meses depois, para artrite global do cotovelo.
Palavras-chave
cotovelo - osteoartrite - fraturas do rádio