CC BY-NC-ND 4.0 · Rev Bras Ortop (Sao Paulo) 2020; 55(03): 339-346
DOI: 10.1055/s-0039-3402467
Artigo Original
Ombro e cotovelo
Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia. Published by Thieme Revinter Publicações Ltda Rio de Janeiro, Brazil

Avaliação pós-operatória de pacientes submetidos a reparo artroscópico de instabilidade anterior do ombro

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1  Instituto do Ombro de Brasília, Brasília, DF, Brasil
2  Grupo do Ombro, Instituto de Pesquisa e Ensino HOME (IPE HOME), Brasília, DF, Brasil
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Renato de Almeida Lima
1  Instituto do Ombro de Brasília, Brasília, DF, Brasil
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Eloíse de Barros e Silva Costa
2  Grupo do Ombro, Instituto de Pesquisa e Ensino HOME (IPE HOME), Brasília, DF, Brasil
3  Departamento de Ortopedia, Centro Universitário de Brasília (UniCEUB), Brasília, DF, Brasil
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1  Instituto do Ombro de Brasília, Brasília, DF, Brasil
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Carolina Simionatto
1  Instituto do Ombro de Brasília, Brasília, DF, Brasil
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1  Instituto do Ombro de Brasília, Brasília, DF, Brasil
2  Grupo do Ombro, Instituto de Pesquisa e Ensino HOME (IPE HOME), Brasília, DF, Brasil
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Further Information

Publication History

04 April 2018

05 February 2019

Publication Date:
22 April 2020 (online)

Resumo

Objetivo Avaliar clinicamente os resultados de pacientes submetidos a tratamento cirúrgico artroscópico de instabilidade anterior do ombro.

Métodos Estudo retrospectivo de 94 pacientes. Com seguimento mínimo de 24 meses, buscamos correlacionar as características dos pacientes e da cirurgia, como idade, gênero, tipo de lesão (traumática ou atraumática) e posição do paciente na cirurgia (decúbito lateral e cadeira de praia) com os resultados obtidos, avaliando o índice de recidivas de luxação, a perda de rotação lateral, a dor residual, e os escores funcionais de Carter-Rowe, da University of California at Los Angeles (UCLA) e de Constant-Murley.

Resultados Observamos uma taxa de recidiva de luxação de 11,7%, perda de rotação lateral em 37,23% dos pacientes, e algum grau de dor residual em 51,6%. Obtivemos uma pontuação média no escore de Carter Rowe de 85,37, representando 86% de resultados bons/excelentes. No escore da UCLA, obtivemos 88% de resultados bons/excelentes, índice semelhante aos encontrados no escore de Constant-Murley (86%).

Conclusão O tratamento artroscópico da instabilidade anterior do ombro apresenta resultados satisfatórios e baixo índice de complicações importantes, podendo ser o método de escolha para a maioria dos pacientes.