CC BY-NC-ND 4.0 · Rev Bras Ortop (Sao Paulo) 2020; 55(03): 278-283
DOI: 10.1055/s-0039-3402457
Artigo Original
Básica
Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia. Published by Thieme Revinter Publicações Ltda Rio de Janeiro, Brazil

Análise comparativa do efeito de dois protocolos de ultrassom terapêutico para regeneração de defeito ósseo crítico[]

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1  Laboratório de Bioengenharia Tecidual e Biomateriais (LBTB), Universidade Federal da Bahia (UFBA), Salvador, BA, Brasil
,
Isabela Cerqueira Barreto
2  Departamento de Biofunção, Laboratório de Bioengenharia Tecidual e Biomateriais (LBTB), Universidade Federal da Bahia (UFBA), Salvador, BA, Brasil
,
Renata dos Santos Almeida
1  Laboratório de Bioengenharia Tecidual e Biomateriais (LBTB), Universidade Federal da Bahia (UFBA), Salvador, BA, Brasil
,
Iorrana Índira dos Anjos Ribeiro
1  Laboratório de Bioengenharia Tecidual e Biomateriais (LBTB), Universidade Federal da Bahia (UFBA), Salvador, BA, Brasil
,
Aryon de Almeida Barbosa Junior
3  Laboratório de Bioengenharia Tecidual e Biomateriais (LBTB), Instituto de Patologia Geral e Cutânea (IPAC), Salvador, BA, Brasil
,
Fabiana Paim Rosa
4  Departamento de Biointeração, Laboratório de Bioengenharia Tecidual e Biomateriais (LBTB), Universidade Federal da Bahia (UFBA), Salvador, BA, Brasil
› Author Affiliations
Further Information

Publication History

18 November 2018

19 March 2019

Publication Date:
27 February 2020 (online)

Resumo

Objetivo Comparar o efeito de dois protocolos de ultrassom terapêutico com diferentes tempos de exposição para regeneração de defeito ósseo crítico.

Métodos Foram utilizados 45 ratos, machos, distribuídos em três grupos: grupo ultrassom terapêutico 5 minutos (GUS 5); grupo ultrassom terapêutico 10 minutos (GUS 10); e grupo controle (GC). Em todos os grupos, confeccionou-se um defeito ósseo crítico, com 8,5 mm de diâmetro, na região da calvária. O protocolo foi iniciado no 1° dia do pós-operatório, no GUS 5 e no GUS 10, com ultrassom terapêutico na frequência de 1,0 MHz, modo pulsado, 5 vezes por semana, nos períodos de 15, 30, e 60 dias.

Resultados Dentre os grupos experimentais, houve maior neoformação de matriz osteoide no GUS 10, seguido do GUS 5 quando comparados ao GC, no qual a neoformação foi restrita à região de borda. O uso do ultrassom promoveu aumento na espessura da matriz conjuntiva, proliferação de capilares, alinhamento das fibras colágenas, redução do edema e do processo inflamatório, tendo sido mais significativo no tempo de 10 minutos.

Conclusão O ultrassom terapêutico estimulou o reparo do defeito ósseo crítico, e o maior tempo de exposição promoveu maior estímulo osteogênico.

Trabalho desenvolvido na Universidade Federal da Bahia (UFBA), Salvador, BA, Brasil.