CC BY-NC-ND 4.0 · Rev Bras Ortop (Sao Paulo) 2020; 55(02): 185-190
DOI: 10.1055/s-0039-3400526
Artigo Original
Coluna
Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia. Published by Thieme Revinter Publicações Ltda Rio de Janeiro, Brazil

Resultados da artroplastia total de disco cervical com acompanhamento mínimo de 10 anos[*]

Article in several languages: português | English
1  Departamento de Ortopedia, Hospital São João, Porto, Portugal
,
Daniela Vilas Boas Rosa Linhares
1  Departamento de Ortopedia, Hospital São João, Porto, Portugal
,
José Miguel Monteiro Lopes
1  Departamento de Ortopedia, Hospital São João, Porto, Portugal
,
Pedro Cacho Rodrigues
1  Departamento de Ortopedia, Hospital São João, Porto, Portugal
,
Rui Peixoto Pinto
1  Departamento de Ortopedia, Hospital São João, Porto, Portugal
,
Nuno Silva Morais Neves
2  Serviço de Ortopedia, Centro Hospitalar de São João, Porto, Portugal
3  Departamento de Cirurgia e Fisiologia, Faculdade de Medicina, Universidade do Porto, Porto, Portugal
4  Instituto de Investigação i Inovação em Saúde (i3S), Universidade do Porto, Porto, Portugal
› Author Affiliations
Further Information

Publication History

29 June 2018

22 January 2019

Publication Date:
19 December 2019 (online)

Resumo

Objetivo No presente estudo, apresentamos os resultados com um acompanhamento mínimo de 10 anos da artroplastia total do disco cervical (ATDC) em um nível.

Métodos Estudo retrospectivo de pacientes submetidos a ATDC em um nível. Os resultados clínicos incluíram o índice de incapacidade relacionada ao pescoço (IIRP) e a escala visual analógica (EVA) no período pré-operatório, um ano pós-operatório e um mínimo de 10 anos de acompanhamento. Os parâmetros radiográficos incluíram a mobilidade cervical, lordose segmentar, ângulo C2-C7, ossificação heterotópica (OH), degeneração facetária e articular (DFA) e doença do segmento adjacente (DSA).

Resultados Identificados 22 pacientes, 16 mulheres e 6 homens com média de idade de 39,7 anos (26–51 anos), dos quais 15 tiveram um acompanhamento mínimo de 10 anos. Foi verificada melhoria estatisticamente significativa do IIRP e EVA (p < 0,001) entre pré-operatório e pós-operatório. (1 ano ou > 10 anos). Ao final de 10 anos, OH foi observada em 59% dos casos. A mobilidade do implante foi preservada em 80% dos pacientes. Houve evidência radiológica de DSA em 6 pacientes (40%). Não houve correlação entre os parâmetros clínicos avaliados e a presença de DSA ou as diferentes classes de OH.

Conclusão Melhoria clínica em todos os parâmetros avaliados, que persiste ao longo do tempo. A maioria dos implantes manteve a mobilidade, como já demonstrado em estudos anteriores com acompanhamentos mais curtos. Numa percentagem significativa, a DSA estava presente, questionando o conceito da tecnologia de preservação de movimento. No entanto, sem nenhuma intervenção cirúrgica por esse motivo, uma vez que não houve correlação com piores resultados clínicos.

* Estudo desenvolvido no Departamento de Ortopedia, Hospital São João, Porto, Portugal.