CC BY-NC-ND 4.0 · Rev Bras Ortop (Sao Paulo) 2020; 55(02): 191-197
DOI: 10.1055/s-0039-3400525
Artigo Original
Cotovelo
Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia. Published by Thieme Revinter Publicações Ltda Rio de Janeiro, Brazil

Reinserção da ruptura distal do bíceps braquial mediante incisão única com uso de âncoras[*]

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1  Departamento de Ortopedia, Pontifícia Universidade Católica de Campinas, Campinas, São Paulo, Brasil
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Danilo Maia
1  Departamento de Ortopedia, Pontifícia Universidade Católica de Campinas, Campinas, São Paulo, Brasil
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Rodolfo Castro
1  Departamento de Ortopedia, Pontifícia Universidade Católica de Campinas, Campinas, São Paulo, Brasil
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2  Departamento de Ortopedia, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, SP, Brasil
› Author Affiliations
Further Information

Publication History

24 April 2018

04 December 2018

Publication Date:
27 April 2020 (online)

Resumo

Objetivo Avaliar 15 pacientes com ruptura do tendão distal do bíceps submetidos a reinserção por meio de via única, anterior e transversa no antebraço com o uso de duas âncoras. Os pacientes foram submetidos a um protocolo de reabilitação e, ao término de seis meses, efetuou-se avaliação do arco de movimento do cotovelo operado e da intensidade de força durante a flexão e a supinação.

Métodos Os dados foram coletados de maneira prospectiva, e foram analisados pelo teste de Mann-Whitney e pelo teste de modelos mistos para avaliar a força entre os cotovelos operado e não operado.

Resultados Um total de 80% dos pacientes eram homens, 60% sofreram lesão do lado dominante, 46% eram trabalhadores braçais, e 73% não praticavam atividades físicas regularmente. O uso de anabolizante foi relatado por dois pacientes. Após o tratamento, os pacientes recuperaram 98% da força de supinação, e 94% da de flexão. De acordo com questionário de Disfunções do Braço, Ombro e Mão (Disabilities of the Arm, Shoulder and Hand, DASH), 73% dos pacientes encontram-se dentro do esperado para uma população normal.

Conclusão A via única, anterior e transversa associada ao reparo do tendão com o uso de âncoras apresentou-se esteticamente satisfatória, com boa recuperação da força durante a flexão e a supinação, não ocorrendo casos de ossificação heterotópica ou complicações graves.

* Trabalho realizado no Hospital Puc-Campinas, Campinas, SP, Brasil.