CC BY-NC-ND 4.0 · Rev Bras Ortop (Sao Paulo) 2020; 55(02): 221-225
DOI: 10.1055/s-0039-3400524
Artigo Original
Ombro
Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia. Published by Thieme Revinter Publicações Ltda Rio de Janeiro, Brazil

Comparação das rotações medial e lateral do ombro entre não-atletas e atletas profissionais de squash[*]

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José Carlos Souza Vilela
1  Hospital Unimed BH, Belo Horizonte, MG, Brasil
,
Haroldo Oliveira Freitas Júnior de
1  Hospital Unimed BH, Belo Horizonte, MG, Brasil
,
Thiago Rodrigues Sérgio
1  Hospital Unimed BH, Belo Horizonte, MG, Brasil
,
Bruno Jannotti Pádua
1  Hospital Unimed BH, Belo Horizonte, MG, Brasil
,
Eduardo Louzada Costa da
1  Hospital Unimed BH, Belo Horizonte, MG, Brasil
,
1  Hospital Unimed BH, Belo Horizonte, MG, Brasil
,
Tadeu Fonseca Barbosa
1  Hospital Unimed BH, Belo Horizonte, MG, Brasil
› Author Affiliations
Further Information

Publication History

27 April 2018

30 October 2019

Publication Date:
23 March 2020 (online)

Resumo

Objetivo Comparar as rotações medial e lateral dos ombros e as distâncias entre o processo coracoide e a fossa cubital de indivíduos não atletas e de jogadores profissionais de squash.

Método O estudo transversal foi realizado entre março e agosto de 2017. Não atletas do sexo feminino e masculino (n = 628) foram selecionados no Serviço de Emergência Ortopédica da nossa instituição. Os critérios de inclusão foram: idade entre 18 e 60 anos, ausência de deficiências físicas ou cognitivas e ausência de dor nos membros superiores. Jogadores profissionais de squash (n = 30) de várias nacionalidades foram selecionados em um evento realizado em nossa cidade. Todos os atletas praticavam seu esporte em alto nível há > 10 anos e/ou 10.000 horas, e todos eram assintomáticos. Os dados demográficos e clínicos foram coletados por entrevista, enquanto os exames físicos e de ombro foram realizados por um único consultor ortopédico.

Resultados Em comparação com os não atletas, os jogadores profissionais de squash apresentaram perdas médias significativas (p < 0,001) de 23°34' na rotação interna e significativos (p < 0,003) ganhos médios de 10°23' na rotação externa dos ombros dominantes. Houve diferença significativa (p < 0,008) entre não atletas e atletas quanto à distância entre o processo coracoide e a fossa cubital no braço dominante.

Conclusão A participação intensiva no squash provoca alterações adaptativas que dão origem ao déficit de rotação interna glenoumeral, acompanhadas de significativo ganho de rotação externa, e podem gerar alterações patogênicas no ombro.

* Estudo conduzido no Hospital Unimed BH, Belo Horizonte, MG, Brasil.