CC BY-NC-ND 4.0 · Rev Bras Ortop (Sao Paulo) 2020; 55(02): 247-253
DOI: 10.1055/s-0039-3400519
Artigo Original
Quadril
Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia. Published by Thieme Revinter Publicações Ltda Rio de Janeiro, Brazil

Aspectos clínicos e radiográficos de pacientes com síndrome do impacto femoroacetabular: Há diferença entre quadril sintomático e assintomático?[*]

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1  Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, Faculdade de Ciências Médicas, São Paulo, SP, Brasil
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Flávia Marques Nakatake
1  Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, Faculdade de Ciências Médicas, São Paulo, SP, Brasil
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Maria Cristina Arruda Neves
1  Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, Faculdade de Ciências Médicas, São Paulo, SP, Brasil
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Vera Lúcia Santos Alves
1  Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, Faculdade de Ciências Médicas, São Paulo, SP, Brasil
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Giancarlo Cavalli Polesello
1  Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, Faculdade de Ciências Médicas, São Paulo, SP, Brasil
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Further Information

Publication History

05 May 2018

22 January 2019

Publication Date:
27 February 2020 (online)

Resumo

Objetivos Comparar características clínicas e radiográficas entre quadril sintomático e assintomático em pacientes com síndrome do impacto femoroacetabular unilateral e estabelecer correlações entre os achados.

Métodos Estudo retrospectivo, que consultou prontuários de pacientes com síndrome do impacto femoroacetabular, entre janeiro de 2014 e abril de 2017. Os pacientes foram avaliados clinicamente pelo questionário International Hip Outcome Tool 33 (iHOT33), escala visual analógica de dor, amplitude de rotação de quadril e força muscular de quadril e joelho. A avaliação radiográfica foi composta por mensurações do ângulo alfa, sinal do cruzamento, índice de retroversão acetabular, sinal da espinha isquiática e sinal da parede posterior do acetábulo.

Resultados Foram incluídos no estudo 45 prontuários de pacientes, com tempo médio de sintomas até o diagnóstico de 28,6 meses e pontuação média no iHOT33 de 39,9. O valor médio de rotação medial do quadril sintomático foi de 20,5° e do assintomático 27,2°, com (p < 0,001). A positividade do sinal do cruzamento para quadril sintomático foi de 68,9% e do assintomático 55,6% (p = 0,03). Para índice de retroversão, o valor médio do quadril sintomático foi de 0,15 e do quadril assintomático foi 0,11 (p = 0,02). Encontramos correlação positiva entre o tempo de sintomas e a redução de amplitude de rotação medial de quadril (p = 0,04) e entre o índice de massa corpórea (IMC) e a redução amplitude de rotação medial de quadril (p = 0,02).

Conclusão Ao comparar características clínicas e radiográficas, observamos redução de rotação medial e aumento do índice de retroversão acetabular no quadril sintomático, bem como associação entre o longo tempo de sintoma e o IMC elevado com perda de rotação medial dos quadris.

* Trabalho desenvolvido no Departamento de Fisioterapia Músculo-Esquelética da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, São Paulo, SP, Brasil.