CC BY-NC-ND 4.0 · Rev Bras Ortop (Sao Paulo) 2020; 55(03): 386
DOI: 10.1055/s-0039-1700831
Carta ao Editor
Mão
Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia. Published by Thieme Revinter Publicações Ltda Rio de Janeiro, Brazil

Reconstrução ligamentar da membrana interóssea do antebraço, no tratamento da instabilidade da articulação radioulnar distal

Article in several languages: português | English
1  Departamento de Anatomia e Anatomia Cirúrgica, Faculdade de Medicina, National and Kapodestrian University of Athens, Atenas, Grécia
2  Departamento de Ortopedia, Korgialenio-Benakio Hellenic Red Cross Hospital, Atenas, Grécia
,
Spyridon Triantafyllou
1  Departamento de Anatomia e Anatomia Cirúrgica, Faculdade de Medicina, National and Kapodestrian University of Athens, Atenas, Grécia
,
Panagiotis Skandalakis
1  Departamento de Anatomia e Anatomia Cirúrgica, Faculdade de Medicina, National and Kapodestrian University of Athens, Atenas, Grécia
,
Dimitrios Filippou
1  Departamento de Anatomia e Anatomia Cirúrgica, Faculdade de Medicina, National and Kapodestrian University of Athens, Atenas, Grécia
› Author Affiliations
Further Information

Publication History

19 November 2018

18 December 2018

Publication Date:
09 January 2020 (online)

Caro Editor,

Recentemente, lemos um artigo muito interessante sobre uma nova abordagem no tratamento da instabilidade longitudinal da articulação radioulnar distal (ARUD), publicada por Aita et al. Rev Bras Ortop. 2018;53(2): 184–191. Os resultados da abordagem proposta parecem ser muito promissores, enquanto que a técnica parece ser relativamente simples, viável e rápida, com uma curva curta de aprendizado. Todas as vantagens acima mencionadas sugerem que esta pode representar uma excelente opção de tratamento alternativo.

Segundo os autores, a técnica utiliza o tendão do músculo braquiorradial para passá-lo através de um túnel radial e ulnar, de forma oblíqua, proximal no rádio e distal na ulna, sendo fixado com um parafuso de bloqueio em cada osso. Isto também é demonstrado nas Figs. 3, 4 e 5. De acordo com Noda et al.,[1] quem primeiro relatou e chamou de feixe oblíquo distal (DOB, na sigla em inglês) em 2009, “o DOB se originou mais ou menos a partir de um sexto da área distal da diáfise ulnar, coincidindo aproximadamente com a borda proximal do músculo pronador quadrado, correndo distalmente em direção à ARUD. As fibras se misturaram ao tecido capsular da ARUD e, por fim, o DOB se insere na borda inferior do entalhe sigmóide do rádio.”

Os autores apresentaram sua abordagem como sendo uma técnica de reconstrução do DOB, porém isso parece não ser preciso, já que o curso do enxerto do tendão braquiorradial está exatamente oposta ao curso normal do DOB. O curso que os autores descrevem tem maior probabilidade de representar o curso do “trato” da membrana interóssea descrito por Gabl et al.[2] Em nossa opinião, a técnica de reconstrução que melhor simula o DOB é a descrita por Riggenbach et al.[3]

O DOB é uma estrutura da membrana interóssea distal, parecendo ser um importante estabilizador isométrico para a ARUD, de acordo com Moritomo et al.[4] Seu significado anatômico e clínico ainda está em avaliação, portanto, descrições precisas e cuidadosas são de grande importância.