CC BY-NC-ND 4.0 · Rev Bras Ortop (Sao Paulo) 2020; 55(01): 070-074
DOI: 10.1055/s-0039-1700829
Artigo Original
Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia. Published by Thieme Revinter Publicações Ltda Rio de Janeiro, Brazil

Identificação da artéria de Adamkiewicz usando angiotomografia computadorizada por multidetectores (ATCM)[]

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1  Departamento de Biomecânica, Medicina e Reabilitação do Aparelho Locomotor, Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, SP, Brasil
,
Marcello H. Nogueira-Barbosa
2  Divisão de Radiologia, Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, SP, Brasil
,
Daniel A.C. Maranho
1  Departamento de Biomecânica, Medicina e Reabilitação do Aparelho Locomotor, Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, SP, Brasil
,
Adélson A. Martins
3  Instituto de Radiologia Presidente Prudente, Presidente Prudente, SP, Brasil
,
Maurício F. Barbosa
4  Faculdade de Medicina de Botucatu, Universidade Estadual de São Paulo, Botucatu, SP, Brasil
,
Carlos F.P. Silva Herrero
1  Departamento de Biomecânica, Medicina e Reabilitação do Aparelho Locomotor, Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, SP, Brasil
› Author Affiliations
Further Information

Publication History

31 August 2018

16 October 2018

Publication Date:
19 December 2019 (online)

Resumo

Objetivo Avaliar a artéria de Adamkiewicz por angiotomografia computadorizada por multidetectores (ATCM) em uma população brasileira.

Métodos Dois observadores independentes avaliaram 86 exames de ACTM. As variáveis estudadas incluíram a identificação da artéria de Adamkiewicz no nível de origem e o lado de entrada da artéria na coluna vertebral.

Resultados A artéria de Adamkiewicz foi identificada em 71 (82,5%) exames. O nível de origem foi identificado entre a 9a e a 11a vértebras torácicas (T9 e T11) em 56 (79,2%) pacientes. Em 65 (91,5%) pacientes, a artéria foi identificada no lado esquerdo. A identificação da artéria de Adamkiewicz usando ACTM mostrou elevada reprodutibilidade.

Conclusões Obtivemos resultados consistentes com os da literatura prévia quanto à identificação da artéria de Adamkiewicz utilizando angiotomografia computadorizada por multidetectores. Nossos resultados sugerem que a ATCM pode ser considerada como uma opção para identificar a artéria de Adamkiewicz. Além disso, encontramos uma distribuição da artéria de Adamkiewicz na população brasileira semelhante à de outras populações, com a artéria de Adamkiewicz originando-se mais comumente no lado esquerdo, entre a 8a e a 12a vértebras torácicas (T8–T12).

Trabalho desenvolvido no Departamento de Biomecânica, Medicina e Reabilitação do Aparelho Locomotor, Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, SP, Brasil.