CC BY-NC-ND 4.0 · Rev Bras Ortop (Sao Paulo) 2020; 55(05): 570-578
DOI: 10.1055/s-0039-1700827
Artigo Original
Ombro e Cotovelo

Tratamento cirúrgico da rigidez pós-traumática do cotovelo por via posterior ampla[*]

Article in several languages: português | English
1  Shoulder and Elbow Group, Instituto de Ortopedia e Traumatologia, Hospital das Clínicas, Faculty of Medicine, Universidade de São Paulo, São Paulo, SP, Brazil
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César L.B. Guglielmetti
1  Shoulder and Elbow Group, Instituto de Ortopedia e Traumatologia, Hospital das Clínicas, Faculty of Medicine, Universidade de São Paulo, São Paulo, SP, Brazil
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Caio A.S. Botelho
1  Shoulder and Elbow Group, Instituto de Ortopedia e Traumatologia, Hospital das Clínicas, Faculty of Medicine, Universidade de São Paulo, São Paulo, SP, Brazil
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Eduardo A. Malavolta
1  Shoulder and Elbow Group, Instituto de Ortopedia e Traumatologia, Hospital das Clínicas, Faculty of Medicine, Universidade de São Paulo, São Paulo, SP, Brazil
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Jorge H. Assunção
1  Shoulder and Elbow Group, Instituto de Ortopedia e Traumatologia, Hospital das Clínicas, Faculty of Medicine, Universidade de São Paulo, São Paulo, SP, Brazil
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Arnaldo A. Ferreira Neto
1  Shoulder and Elbow Group, Instituto de Ortopedia e Traumatologia, Hospital das Clínicas, Faculty of Medicine, Universidade de São Paulo, São Paulo, SP, Brazil
› Author Affiliations

Resumo

Objetivo Demonstrar os resultados clínicos e a taxa de complicações da liberação cirúrgica por via única posterior no tratamento da rigidez pós-traumática de cotovelo.

Métodos Estudo prospectivo, com pacientes submetidos a cirurgia entre maio de 2013 e junho de 2018 em um único centro. Foi realizado acesso ao cotovelo por via posterior. O seguimento dos pacientes foi feito por uma equipe de terapia ocupacional, e eles foram submetidos a um protocolo de reabilitação padronizado, com órteses estáticas progressivas e dinâmicas. O desfecho primário foi a amplitude de flexoextensão do cotovelo após 6 meses.

Resultados Um total de 26 pacientes completaram o seguimento mínimo de 6 meses. A média de flexoextensão do cotovelo, ao final de 6 meses, foi de 98,3° ± 22,0°, com um ganho de amplitude de 40,0° ± 14,0° em relação ao pré-operatório (p < 0,001). A média de ganho relativo de flexoextensão, ao final de 6 meses, foi de 51,7% ± 17,1% (p < 0,001). A média de pronossupinação, ao final de 6 meses, foi de 129,0° ± 42,7° (p < 0,001). Metade dos casos apresentava rigidez moderada e grave no pré-operatório, contra 7,7% aos 6 meses de pós-operatório (p < 0,001). A pontuação nos instrumentos Mayo Elbow Performance Score (MEPS) e Disabilities of the Arm, Shoulder and Hand (DASH) apresentou melhora estatisticamente significativa em relação ao pré-operatório, atingindo 74,4 ± 16,8 pontos e 31,7 ± 21,9 pontos, respectivamente. A escala visual analógica (EVA) não apresentou diferença estatisticamente significativa em relação ao pré-operatório (p = 0,096). Complicações foram observadas em 6 (23%) pacientes, não sendo necessária nova abordagem cirúrgica em nenhum paciente.

Conclusões A liberação cirúrgica do cotovelo associada a protocolo de reabilitação é técnica segura, com resultados satisfatórios e baixa taxa de complicações.

* Trabalho desenvolvido No Grupo De Ombro E Cotovelo, Instituto De Ortopedia E Traumatologia, Hospital Das Clínicas, Faculdade De Medicina, Universidade De São Paulo (HCFMUSP), São Paulo, SP, Brazil.




Publication History

Received: 31 March 2019

Accepted: 23 July 2019

Publication Date:
09 January 2020 (online)

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