CC BY-NC-ND 4.0 · Rev Bras Ortop (Sao Paulo) 2020; 55(01): 075-081
DOI: 10.1055/s-0039-1700819
Artigo Original
Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia. Published by Thieme Revinter Publicações Ltda Rio de Janeiro, Brazil

Avaliação do tratamento de pacientes submetidos a osteogênese por distração na tíbia[]

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Henrique Carvalho de Resende
1  Núcleo de Ortopedia e Traumatologia, Lourdes, Belo Horizonte, MG, Brasil
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Diogo de Vasconcelos Sabido Gomes
2  Hospital Maria Amélia Lins (HMAL), Belo Horizonte, MG, Brasil
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2  Hospital Maria Amélia Lins (HMAL), Belo Horizonte, MG, Brasil
› Author Affiliations
Further Information

Publication History

11 May 2018

27 November 2018

Publication Date:
28 February 2020 (online)

Resumo

Objetivo Avaliar o tratamento das fraturas de tíbia que evoluíram com perda óssea (traumática ou secundária a infecção) e as complicações ocorridas durante o tratamento com fixador externo e no período imediatamente após sua retirada.

Métodos Foram selecionados 40 pacientes tratados entre 2010 e 2017, com a idade média de 33,02 anos, sendo 34 do sexo masculino e 6 do sexo feminino. Todos os pacientes portavam regenerado ósseo da tíbia, foram vítimas de trauma (sobretudo motociclístico), e estavam em seguimento ambulatorial.

Resultados Foram obtidos regenerados ósseos da tíbia proximal de até 17 cm e da tíbia distal de 14 cm. O maior transporte trifocal teve a soma do tamanho dos tecidos dos ossos regenerados, medindo 14,5 cm. Como complicações, 29 (72,5%) pacientes tiveram infecção no trajeto dos pinos e fios. Houve 9 (22,5%) casos de refratura, sendo 6 deles tratadas com novo fixador circular, e 2 infecções no osso regenerado. Os pacientes foram submetidos a uma média de 4,72 procedimentos cirúrgicos (2–12), portaram fixador por 20,75 meses (7–55 m.) e permaneceram internados por 53,7 dias (5–183) devido principalmente a complicações de partes moles, a antibioticoterapia intravenosa ou até mesmo a questões sociais. Dois (5%) pacientes apresentaram gonartrose sintomática e outros 2 artrite sintomática do tornozelo. Três apresentaram discrepância de membros inferiores de 3,0; 3,7; e 5,0 cm.

Conclusão Apesar de não ser um método de tratamento amplamente disponível, o método de Ilizarov é útil para solucionar a maioria das falhas ósseas da tíbia, independente da sua etiologia.

Trabalho feito no Hospital Maria Amélia Lins (HMAL), Belo Horizonte, MG, Brasil.