Resumo
Introdução Usualmente, as luxações sacroilíacas são tratadas com parafusos iliossacrais ou com
placas anteriores à articulação sacroilíaca (ASI). Este estudo compara a rigidez e
carga máxima suportada pelos dois tipos de fixações acima citados, utilizando pelves
sintéticas.
Método Dez pelves sintéticas foram divididas em dois grupos (n = 5). No grupo denominado PlaCF, a ASI foi fixada com duas placas anteriores. No
grupo ParCF, a ASI foi fixada com dois parafusos iliossacrais no corpo da primeira
vertebra sacral (S1). A rigidez e carga máxima suportada por cada montagem realizada,
foi mensurada. A análise estatística foi realizada através do teste U de Mann-Whitney
(p < 0.05 foi considerado estatisticamente significativo para todas as análises).
Resultados A carga máxima suportada até a falha da fixação pelos grupos PlaCF e ParCF foram
respectivamente 940 ± 75 N e 902 ± 56 N, não havendo diferença estatística entre eles.
A rigidez obtida pelo grupo ParCF foi maior e com diferença estatística em relação
ao grupo PlaCF (68.6 ± 11.1 N/mm e 50 ± 4.0 N/mm respectivamente).
Conclusão Apesar da menor rigidez obtida no grupo PlaCF, as placas anteriores à ASI podem ser
uma ótima opção no tratamento da luxação sacroilíaca quando os parafusos iliossacrais
não puderem ser utilizados. Outros estudos são necessários para detectar possíveis
diferenças entre os dois procedimentos do ponto vista cirúrgico e clínico.
Palavras chave
placas ósseas - instabilidade articular - articulação sacroilíaca - fenômenos biomecânicos