CC BY 4.0 · Rev Bras Ginecol Obstet 2019; 41(09): 564-574
DOI: 10.1055/s-0039-1695737
Review Article
Thieme Revinter Publicações Ltda Rio de Janeiro, Brazil

Pharmacological Treatment for Symptomatic Adenomyosis: A Systematic Review

Tratamento farmacológico para adenomiose sintomática: revisão sistemática
1  Department of Obstetrics and Gynecology, School of Medical Sciences, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, SP, Brazil
,
Ticiana Aparecida Alves de Mira
1  Department of Obstetrics and Gynecology, School of Medical Sciences, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, SP, Brazil
,
Daniela Angerame Yela
1  Department of Obstetrics and Gynecology, School of Medical Sciences, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, SP, Brazil
,
Cassia Raquel Teatin-Juliato
1  Department of Obstetrics and Gynecology, School of Medical Sciences, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, SP, Brazil
,
Luiz Gustavo Oliveira Brito
1  Department of Obstetrics and Gynecology, School of Medical Sciences, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, SP, Brazil
› Author Affiliations
Further Information

Publication History

12 March 2019

24 June 2019

Publication Date:
23 September 2019 (online)

  

Abstract

Objective To assess the efficacy of non-surgical treatment for adenomyosis.

Data Sources A search was performed by two authors in the Pubmed, Scopus, and Scielo databases and in the grey literature from inception to March 2018, with no language restriction.

Selection of Studies We have included prospective randomized studies for treating symptomatic women with adenomyosis (abnormal uterine bleeding and/or pelvic pain) diagnosed by ultrasound or magnetic resonance imaging.

Data Collection Studies were primarily selected by title and abstract. The articles that were eligible for inclusion were evaluated in their entirety, and their data was extracted for further processing and analysis.

Data Synthesis From 567 retrieved records only 5 remained for analysis. The intervention groups were: levonorgestrel intrauterine system (LNG-IUS)(n = 2), dienogest (n = 2), and letrozole (n = 1). Levonorgestrel intrauterine system was effective to control bleeding when compared to hysterectomy or combined oral contraceptives (COCs). One study assessed chronic pelvic pain and reported that LNG-IUS was superior to COC to reduce symptoms. Regarding dienogest, it was efficient to reduce pelvic pain when compared to placebo or goserelin, but less effective to control bleeding than gonadotropin-releasing hormone (GnRH) analog. Letrozole was as efficient as GnRH analog to relieve dysmenorrhea and dyspareunia, but not for chronic pelvic pain. Reduction of uterine volume was seen with aromatase inhibitors, GnRH analog, and LGN-IUD.

Conclusion Levonorgestrel intrauterine system and dienogest have significantly improved the control of bleeding and pelvic pain, respectively, in women with adenomyosis. However, there is insufficient data from the retrieved studies to endorse each medication for this disease. Further randomized control tests (RCTs) are needed to address pharmacological treatment of adenomyosis.

Resumo

Objetivo: Avaliar a eficácia de tratamento não cirúrgico para adenomiose.

Fontes de dados: Uma pesquisa foi realizada por dois autores nas bases de dados Pubmed, Scopus, Scielo e na literatura cinzenta desde o início de cada base de dados até março de 2018, sem restrição de idioma.

Seleção de estudos: Incluímos estudos prospectivos randomizados para tratamento de mulheres sintomáticas com adenomiose (sangramento uterino anormal e/ou dor pélvica) diagnosticadas por ultrassonografia ou ressonância magnética.

Coleta de dados: Os estudos foram selecionados principalmente por título e resumo. Os artigos que preencheram os critérios de inclusão foram avaliados na íntegra, e seus dados foram extraídos para posterior processamento e análise.

Síntese dos dados: De 567 registros recuperados, somente 5 permaneceram para análise. Os grupos de intervenção foram: sistema intrauterino de levonorgestrel (SIU-LNG) (n = 2), dienogest (n = 2), e letrozol (n = 1). O SIU-LNG foi efetivo no controle do sangramento quando comparado à histerectomia ou aos contraceptivos orais combinados (COCs). Um estudo avaliou a dor pélvica crônica e relatou que o SIU-LNG foi superior ao COC para reduzir os sintomas. Em relação ao dienogest, este foi eficiente em reduzir a dor pélvica quando comparado ao placebo ou à goserelina, mas foi menos eficaz no controle do sangramento do que o análogo do hormônio liberador de gonadotropina (GnRH). O letrozol foi tão eficiente quanto o análogo do GnRH para aliviar a dismenorreia e a dispareunia, mas não para a dor pélvica crônica. Redução do volume uterino foi observada com inibidores de aromatase, análogo de GnRH, e SIU-LNG.

Conclusão: O SIU-LNG e dienogest apresentaram bons resultados para o controle de sangramento e dor pélvica, respectivamente, em mulheres com adenomiose. No entanto, não há dados suficientes para endossar cada medicação para tratar essa doença. Futuros estudos randomizados são necessários para avaliar o tratamento farmacológico da adenomiose.

Contributions

All the authors participated actively in the study, as follows: Yela D. A., Benetti-Pinto C. L., and Brito L. G. O. were responsible for writing the protocol and the final manuscript. Teatin-Juliato C. R. and Mira T. A. A. collected the data and conducted a review of the literature.