CC BY-NC-ND 4.0 · Rev Bras Ortop (Sao Paulo) 2019; 54(04): 387-391
DOI: 10.1055/s-0039-1694020
Artigo Original | Original Article
Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia. Published by Thieme Revnter Publicações Ltda Rio de Janeiro, Brazil

A relação do escore de Lee com a mortalidade pós-operatória em pacientes com fraturas de fêmur proximal[*]

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Marcelo Teodoro Ezequiel Guerra
1  Serviço de Ortopedia e Traumatologia, Hospital Universitário de Canoas, Canoas, RS, Brasil
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1  Serviço de Ortopedia e Traumatologia, Hospital Universitário de Canoas, Canoas, RS, Brasil
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João Mauro Mendina Morais
1  Serviço de Ortopedia e Traumatologia, Hospital Universitário de Canoas, Canoas, RS, Brasil
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Giovanna Labatut
2  Serviço de Ortopedia e Traumatologia, Universidade Luterana do Brasil (Ulbra), Canoas, RS, Brasil
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Monica Cavanus Feijó
2  Serviço de Ortopedia e Traumatologia, Universidade Luterana do Brasil (Ulbra), Canoas, RS, Brasil
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Carlos Eduardo Peixoto Kayser
2  Serviço de Ortopedia e Traumatologia, Universidade Luterana do Brasil (Ulbra), Canoas, RS, Brasil
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Further Information

Publication History

06 September 2017

07 December 2017

Publication Date:
20 August 2019 (online)

Resumo

Objetivo Verificar o valor preditivo do escore de Lee para a mortalidade no primeiro ano pós operatório de fraturas de fêmur proximal. O estudo também avaliou a capacidade preditiva isolada de outras variáveis.

Método Uma amostra de 422 pacientes com fraturas do fêmur proximal submetidos a cirurgia foi avaliada neste estudo. Os dados foram coletados por meio de revisão de prontuários, consultas presenciais e contatos telefônicos.

Resultados O escore de Lee foi aplicado em 99,3% dos pacientes com fraturas de fêmur proximal submetidos a tratamento cirúrgico. A taxa de mortalidade da amostra foi de 22%, a maioria classificada como classe I de risco. O escore de Lee não apresentou associação significativa com a mortalidade (p = 0,515). Os valores elevados de creatinina sérica (p = 0,001) e a idade (p = 0,000) estiveram diretamente associados com o desfecho de morte.

Conclusões O escore de Lee não é preditivo para a mortalidade em um período de um ano após cirurgia de fraturas de fêmur proximal; entretanto, observou-se significância estatística entre a idade e a dosagem sérica da creatinina, isoladamente, com o desfecho de morte.

* Trabalho desenvolvido no Serviço de Ortopedia e Traumatologia, Hospital Universitário de Canoas, Canoas, RS, Brasil.