CC BY-NC-ND 4.0 · Rev Bras Ortop (Sao Paulo) 2019; 54(04): 422-427
DOI: 10.1055/s-0039-1694019
Artigo Original | Original Article
Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia. Published by Thieme Revnter Publicações Ltda Rio de Janeiro, Brazil

A versão femoral está associada a alterações na força dos músculos do quadril em mulheres com impacto femoroacetabular sintomático?[*]

Article in several languages: português | English
Adriano David Marostica
1  Clínica Reab, Florianópolis, Santa Catarina, SC, Brasil
,
2  Laboratório de Engenharia Biomecânica (LEBm), Hospital Universitário Polydoro Ernani de São Thiago, Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, Santa Catarina, SC, Brasil
,
Guilherme Pradi Adam
3  Imagem Clínica, Florianópolis, Santa Catarina, SC, Brasil
,
Daniel Codonho
4  Imperial Hospital de Caridade, Florianópolis, Santa Catarina, SC, Brasil
,
Richard Prazeres Canella
4  Imperial Hospital de Caridade, Florianópolis, Santa Catarina, SC, Brasil
,
Gerson Gandhi Ganev
5  Centro de Pesquisas Oncológicas (Cepon), Florianópolis, SC, Brasil
› Author Affiliations
Further Information

Publication History

16 July 2018

12 March 2019

Publication Date:
20 August 2019 (online)

Resumo

Objetivo O objetivo deste estudo foi avaliar a associação da anteversão femoral e da força dos músculos do quadril em indivíduos com síndrome do impacto femoroacetabular.

Método Os ângulos de versão femoral descritos nas imagens de ressonância magnética articular e os testes isocinéticos foram avaliados retrospectivamente entre julho de 2016 e dezembro de 2017. Os critérios de inclusão foram: a) versão femoral avaliada pelo mesmo radiologista; b) ângulo α ≥ 55°; e c) ausência de dor limitante durante o teste isocinético. Os picos de torque em flexão/extensão, abdução/adução e rotação interna/externa foram avaliados a 30°/s em 5 repetições. A correlação entre a versão femoral e a força muscular foi avaliada por meio de regressão linear simples, com nível de significância estatística de 5%.

Resultados Um total de 37 mulheres atenderam aos critérios de inclusão. Foram avaliados 51 quadris sintomáticos. Não houve correlação da anteversão femoral nos picos de torque em flexão, extensão, abdução, adução, rotação externa e rotação interna.

Conclusão A anteversão femoral não foi correlacionada à força dos músculos do quadril em mulheres com impacto femoroacetabular sintomático.

* Trabalho feito na Clínica Reab, Florianópolis, SC, Brasil.