CC BY-NC-ND 4.0 · Rev Bras Ortop (Sao Paulo) 2019; 54(05): 540-548
DOI: 10.1055/s-0039-1693743
Artigo Original | Original Article
Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia. Published by Thieme Revnter Publicações Ltda Rio de Janeiro, Brazil

Variáveis biomecânicas dos membros inferiores são indicadores do padrão de apresentação da tendinopatia patelar em atletas de elite africanos de basquetebol e voleibol[*]

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1  Departament of Physiotherapy, College of Medicine, University of Lagos, Nigéria
,
Bidemi Tella
1  Departament of Physiotherapy, College of Medicine, University of Lagos, Nigéria
,
Chukwuebuka Okeke
1  Departament of Physiotherapy, College of Medicine, University of Lagos, Nigéria
› Author Affiliations
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Publication History

19 December 2018

13 May 2019

Publication Date:
02 September 2019 (online)

Resumo

Objetivo Este estudo determinou o padrão de apresentação e gravidade da tendinopatia patelar (TP) e sua relação com variáveis biomecânicas selecionadas em atletas de elite.

Métodos O estudo envolveu 98 jogadores de elite nigerianos de basquetebol e voleibol com idades entre 18 e 35 anos. Testes clínicos e ultrassonografia foram usados para separar os participantes em grupos sintomáticos e assintomáticos. Procedimentos padrão foram utilizados para avaliar o ângulo do quadríceps (ângulo Q), a torção da tíbia, a dorsiflexão do tornozelo, a flexibilidade dos isquiotibiais, e a postura do pé. Usou-se o questionário Victorian Institute of Sport Assessment Questionnaire, Patellar Tendon (VISA-P) para avaliar a gravidade dos sintomas nos grupos sintomáticos. A análise estatística foi realizada por meio de análise de variância (ANOVA, na sigla em inglês), análise post hoc, e correlação de Pearson, com nível de significância estabelecido em p < 0,05.

Resultados Pontuações significativamente menores de sentar e alcançar (p = 0,01), aumento da pontuação do índice de postura do pé (p = 0,01), e redução da amplitude de dorsiflexão do tornozelo (p = 0,03) foram encontrados em participantes de ambos os sexos com TP sintomática. Ângulos Q (p = 0,02) maiores nos homens e ângulos de torção tibial maiores (p = 0,001) nas mulheres também foram encontrados nos grupos de TP sintomática. A gravidade dos sintomas foi significativamente maior no grupo que tinha apenas sintomas clínicos (p = 0,042), e estava significativamente correlacionada com a flexibilidade dos isquiotibiais tanto nos homens (r = -0,618) quanto nas mulheres (r = -0,664).

Conclusão A redução da flexibilidade dos isquiotibiais, o aumento da pronação do pé, e a redução da amplitude de dorsiflexão do tornozelo foram significativos em participantes com TP sintomática.

* Estudo realizado no Departamento de Fisioterapia, College of Medicine, University of Lagos, Nigéria.