CC BY 4.0 · Rev Bras Ginecol Obstet 2019; 41(08): 485-492
DOI: 10.1055/s-0039-1693677
Original Article
Thieme Revinter Publicações Ltda Rio de Janeiro, Brazil

Intrauterine Device Insertion during Cesarean Section in Women without Prenatal Contraception Counseling: Lessons from a Country with High Cesarean Rates

Inserção de dispositivo intrauterino durante a cesárea em mulheres sem aconselhamento contraceptivo pré-natal: lições de um país com elevada taxa de cesárea
1  Area of Gynecology and Obstetrics, Medical School, Universidade de Brasília, Brasília, DF, Brazil
,
Ana Carolina Oliveira
1  Area of Gynecology and Obstetrics, Medical School, Universidade de Brasília, Brasília, DF, Brazil
,
Flavielly Souza Estrela
1  Area of Gynecology and Obstetrics, Medical School, Universidade de Brasília, Brasília, DF, Brazil
,
Thalia Maia Vasconcelos
1  Area of Gynecology and Obstetrics, Medical School, Universidade de Brasília, Brasília, DF, Brazil
,
Paulo Sergio França
1  Area of Gynecology and Obstetrics, Medical School, Universidade de Brasília, Brasília, DF, Brazil
,
Miriam da Silva Wanderley
1  Area of Gynecology and Obstetrics, Medical School, Universidade de Brasília, Brasília, DF, Brazil
,
Angelica Amorim Amato
2  Laboratory of Molecular Pharmacology, Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade de Brasília, Brasília, DF, Brazil
› Author Affiliations
Further Information

Publication History

07 March 2019

04 June 2019

Publication Date:
26 August 2019 (online)

  

Abstract

Objective The moment of admission for delivery may be inappropriate for offering an intrauterine device (IUD) to women without prenatal contraception counseling. However, in countries with high cesarean rates and deficient prenatal contraception counseling, this strategy may reduce unexpected pregnancies and repeated cesarean sections.

Methods This was a prospective cohort study involving 100 women without prenatal contraception counseling. Postplacental IUD was offered after admission for delivery and placed during cesarean. The rates of IUD continuation, uterine perforation, and endometritis were assessed at 6 weeks and 6 months, and the proportion of women continuing with IUD at 6 months was assessed with respect to the number of previous cesareans.

Results Ninety-seven women completed the follow-up. The rate of IUD continuation was 91% at 6 weeks and 83.5% at 6 months. The expulsion/removal rate in the first 6 weeks was not different from that between 6 weeks and 6 months (9 vs 9.1%, respectively). There were 2 cases of endometritis (2.1%), and no case of uterine perforation. Among 81 women continuing with intrauterine device after 6-months, 31% had undergone only the cesarean section in which the IUD was inserted, 44% had undergone 2 and 25% had undergone 3 or more cesarean sections.

Conclusion Two thirds of the women who continued with IUD at 6 months had undergone 2 or more cesarean sections. Since offering trial of labor is unusual after 2 or more previous cesareans, we believe that offering IUD after admission for delivery may reduce the risk of repeated cesarean sections and its inherent risks.

Resumo

Objetivo O momento da admissão para o parto pode ser considerado inapropriado para oferecer o dispositivo intrauterino (DIU) para mulheres sem aconselhamento contraceptivo pré-natal. Entretanto, em países com elevadas taxas de cesáreas e aconselhamento contraceptivo deficiente, essa estratégia pode reduzir o risco de gestações não programadas e cesáreas repetidas.

Métodos Estudo de coorte envolvendo 100 mulheres sem aconselhamento contraceptivo pré-natal. A inserção de DIU pós-dequitação foi oferecida após a admissão para o parto e indicação de cesárea. As taxas de continuidade com o DIU, perfuração uterina e endometrite foram avaliadas após 6 semanas e 6 meses, e a proporção de mulheres que continuaram com o DIU após 6 meses foi analisada em relação ao número de cesáreas prévias.

Resultados Noventa e sete mulheres completaram o seguimento. A taxa de permanência do DIU foi de 91% em 6 semanas e 83,5% em 6 meses. A taxa de expulsão/remoção nas primeiras 6 semanas foi não foi diferente daquela observada entre 6 emanas e 6 meses (9 vs 9,1%, respectivamente). Houve dois casos de endometrite (2,1%), e nenhum caso de perfuração uterina. Entre as 81 mulheres que permaneceram com o DIU após 6 meses, 31% haviam sido submetidas a apenas uma cesárea, em que o DIU foi inserido, 44% a 2, e 25% a 3 ou mais cesáreas.

Conclusão Dois terços das mulheres que continuaram com o DIU após 6 meses haviam sido submetidas a 2 ou mais cesáreas. Considerando que oferecer a tentativa de parto vaginal após duas ou mais cesáreas prévias é incomum, é possível que a oferta do DIU na admissão para o parto possa reduzir o risco de cesáreas repetidas e de seus riscos associados.

Contributors

All authors participated in the concept and design of the study; analysis and interpretation of data; drafting or revising of the manuscript, and they have approved the manuscript as submitted. All authors are responsible for the reported research.