CC BY-NC-ND 4.0 · Rev Bras Ortop (Sao Paulo) 2019; 54(03): 329-334
DOI: 10.1055/s-0039-1692429
Artigo Original | Original Article
Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia. Published by Thieme Revnter Publicações Ltda Rio de Janeiro, Brazil

Avaliação prospectiva das lesões esportivas ocorridas durante as partidas do Campeonato Brasileiro de Futebol em 2016[*]

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Diogo Cristiano Netto
1  Confederação Brasileira de Futebol, Rio de Janeiro, RJ, Brasil
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1  Confederação Brasileira de Futebol, Rio de Janeiro, RJ, Brasil
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Edilson Schwansee Thiele
1  Confederação Brasileira de Futebol, Rio de Janeiro, RJ, Brasil
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Monica Nunes Lima Cat
1  Confederação Brasileira de Futebol, Rio de Janeiro, RJ, Brasil
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Moises Cohen
1  Confederação Brasileira de Futebol, Rio de Janeiro, RJ, Brasil
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Jorge Roberto Pagura
1  Confederação Brasileira de Futebol, Rio de Janeiro, RJ, Brasil
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Weitere Informationen

Publikationsverlauf

17. Februar 2018

17. Juli 2018

Publikationsdatum:
27. Juni 2019 (online)

Resumo

Objetivo Determinar a prevalência, as características e possíveis fatores de risco para as lesões ocorridas durante as partidas do Campeonato Brasileiro de Futebol.

Métodos Realizou-se um estudo prospectivo com coleta dos dados referentes às lesões ocorridas durante o Campeonato Brasileiro de Futebol de 2016. O registro das lesões foi realizado pelo médico responsável de cada equipe, por meio de um sistema online de mapeamento de lesões.

Resultados Dentre os 864 atletas que foram incluídos no estudo, 231 (26,7%) dos jogadores apresentaram alguma lesão durante o torneio. No total, foram registradas 312 lesões durante o Campeonato Brasileiro, com média de 0,82 lesões por partida. A incidência de lesões foi de 24,9 lesões para cada 1.000 horas de jogo. Meias e atacantes apresentaram, respectivamente, risco 3,6 e 2,4 vezes maior de sofrer lesão do que os goleiros.

Conclusão A prevalência e a incidência de lesões foram, respectivamente, 26,7% e 24,9 lesões/1.000 horas de partida. O segmento corporal mais frequentemente afetado foram os membros inferiores (76,3%), sendo que os atletas que atuaram nas posições meia e atacante foram os mais acometidos. Observou-se também maior predomínio de lesões no primeiro turno do campeonato.

* Trabalho realizado na Confederação Brasileira de Futebol, Rio de Janeiro, RJ, Brasil.