CC BY-NC-ND 4.0 · Rev Bras Ortop (Sao Paulo) 2019; 54(03): 261-267
DOI: 10.1055/s-0039-1688756
Artigo Original | Original Article
Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia. Published by Thieme Revnter Publicações Ltda Rio de Janeiro, Brazil

Análise biomecânica de dois tipos de fixação de fratura supracondiliana de úmero em modelo anatômico[*]

Article in several languages: português | English
1  Serviço de Ortopedia Pediátrica, Hospital São Vicente de Paulo, Passo Fundo, RS, Brasil
,
Ticiano Dozza Posser
1  Serviço de Ortopedia Pediátrica, Hospital São Vicente de Paulo, Passo Fundo, RS, Brasil
,
Charles Leonardo Israel
2  Laboratório de Bioengenharia, Universidade de Passo Fundo, Passo Fundo, RS, Brasil
,
Leandro de Freitas Spinelli
2  Laboratório de Bioengenharia, Universidade de Passo Fundo, Passo Fundo, RS, Brasil
3  Serviço de Ortopedia e Traumatologia, Hospital Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre, Porto Alegre, RS, Brasil
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Luis Gustavo Calieron
1  Serviço de Ortopedia Pediátrica, Hospital São Vicente de Paulo, Passo Fundo, RS, Brasil
,
Jung Ho Kim
1  Serviço de Ortopedia Pediátrica, Hospital São Vicente de Paulo, Passo Fundo, RS, Brasil
› Author Affiliations
Further Information

Publication History

28 September 2017

02 July 2018

Publication Date:
27 June 2019 (online)

Resumo

Objetivo Analisar através de ensaios mecânicos a estabilidade da fixação da fratura supracondiliana do úmero com dois fios de Kirschner, intramedular e lateral (Fi), comparada à fixação com dois fios laterais paralelos (FL) em modelos anatômicos, de forma a se definir qual configuração apresenta maior estabilidade.

Métodos Foram utilizados como corpos de prova 72 úmeros sintéticos, os quais foram seccionados transversalmente para simular a fratura. Estes ossos foram divididos em dois grupos iguais e as fraturas fixadas com dois fios de Kirschner paralelos (FL) e com um fio lateral e outro intramedular (Fi). Então os corpos de prova foram submetidos aos testes de carga em estresse em uma máquina de ensaio universal, medidos em Newtons (N). Cada grupo foi subdividido em carga em varo, em valgo, em extensão, em flexão, em rotação externa e em rotação interna. A análise dos dados foi realizada comparando os subgrupos do grupo FL, com seus respectivos subgrupos do grupo Fi através do teste t bicaudal.

Resultados O teste t bicaudal demonstrou que em 4 das 6 condições aplicadas não houve diferença estatística significativa entre os grupos (p > 0,05). Encontramos uma diferença significativa entre os grupos com carga em extensão com uma média das maiores forças no grupo FL de 19 N e no grupo Fi de 28,7 N (p = 0,004), e também entre os grupos com carga em flexão com a média de forças registradas no grupo FL de 17,1 N e no grupo Fi de 22,9 N (p = 0,01).

Conclusão A fixação com fio intramedular e um fio lateral para cargas em extensão e flexão apresenta maior estabilidade quando comparada com a fixação com dois fios laterais paralelos, sugerindo resultados clínicos no mínimo semelhantes.

* Trabalho realizado no Hospital São Vicente de Paulo, Passo Fundo, RS, Brasil.