CC BY-NC-ND 4.0 · Arquivos Brasileiros de Neurocirurgia: Brazilian Neurosurgery 2018; 37(04): 309-316
DOI: 10.1055/s-0038-1676527
SBN Award | Prêmio SBN
Thieme Revinter Publicações Ltda Rio de Janeiro, Brazil

Professional Practice and Neurosurgery: What Every Neurosurgeon Should Know about Malpractice

Exercício profissional e neurocirurgia: o que todo neurocirurgião deveria saber sobre erro médico
Alicia Del Carmen Becerra Romero
1  Department of Neurosurgery, Hospital Materno Infantil Presidente Vargas, Porto Alegre, RS, Brazil
2  Department of Neurosurgery, Hospital Cristo Redentor, Grupo Hospitalar Conceição, Porto Alegre, RS, Brazil
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Publication Date:
12 December 2018 (online)

  

Abstract

Introduction The objective of the present study was to review the epidemiological aspects of malpractice in neurosurgery and to identify preventive measures regarding malpractice for neurosurgeons.

Methods The following terms (alone or in combination) were searched in the PubMed and Biblioteca Virtual em Saúde databases: neurosurgery (neurocirurgia), lawsuits (ações judiciais), malpractice (erro médico), and litigation (litígio) and identifying studies on these topics published from 2000 to April 2018.

Literature Review In Brazil, 6.9% of the physicians are sued per year. The most common type of malpractice alleged in litigation is negligence. According to the literature, the neurosurgical disease that has sparked the most litigation is spinal disease. The outcomes of these cases vary: sometimes the neurosurgeon prevails, and at other times the plaintiff prevails. To prevent or reduce malpractice claims, the neurosurgeon should take the following precautions: 1. follow medical protocols; 2. perform surgeries in an environment consistent with good medical practice; 3. evaluate and monitor antibiotic prophylaxis; 4. develop a good relationship with the patient based on ethics, good faith and transparency; 5. request the presence of the patient and of his or her family when there is a problem in order to didactically explain the case; 6. keep good medical records to document all of the actions performed (informed consent and description of the surgery and of the pre and postoperative); 7. always seek technical improvement (continuing education/professional development); 8. in the case of attending physicians, monitor patients, treating any postoperative complications; and 9. conduct multidisciplinary team meetings to optimize treatment decisions and to share responsibility for making difficult decisions.

Resumo

Introdução O objetivo do presente trabalho foi revisar os aspectos epidemiológicos do erro médico em neurocirurgia e identificar as condutas de prevenção quanto ao erro médico para o neurocirurgião.

Métodos Os seguintes termos (isolados ou em associação) foram pesquisados nos bancos de dados PubMed e Biblioteca Virtual da Saúde: neurosurgery (neurocirurgia), lawsuits (ações judiciais), malpractice (erro médico), litigation (litígio), identificando estudos sobre estes temas publicados de 2000 até abril de 2018.

Revisão de Literatura No Brasil 6,9% dos médicos são processados por ano. O erro médico mais alegado no litígio é a negligência. A patologia espinhal é a doença neurocirúrgica mais litigante encontrada na literatura. O desfecho encontrado foi variado a favor do neurocirurgião ou do reclamante. A fim de evitar ou diminuir as reclamações por erro médico, o neurocirurgião deve adotar os seguintes cuidados: 1. Agir tecnicamente de acordo com os protocolos médicos; 2. Realizar cirurgias em ambiente de acordo com a boa prática médica; 3. Avaliar e monitorizar a profilaxia antibiótica; 4. Desenvolver uma boa relação com o paciente, pautada na ética, boa fé e transparência; 5. Solicitar a presença do paciente e da família diante de um problema para explicar didaticamente o caso; 6. Fazer um bom prontuário médico a fim de documentar todas as ações realizadas (consentimento informado, descrição pré, pós-operatória e cirúrgica); 7. Dedicar-se sempre ao aprimoramento técnico (educação continuada/atualização); 8. Monitorizar o paciente, quando for médico assistente, tratando eventuais complicações no pós-operatório; 9. Realizar reuniões de equipes multidisciplinares para otimizar decisões de tratamento e dividir responsabilidades em decisões difíceis.