CC BY-NC-ND 4.0 · International Journal of Nutrology 2018; 11(S 01): S24-S327
DOI: 10.1055/s-0038-1674913
Trabalhos Científicos
Thieme Revinter Publicações Ltda Rio de Janeiro, Brazil

Paralisia Periódica Hipocalêmica Tireotóxica: Relato de Caso

Marcela Fonseca Campos
1  Hospital Marcio Cunha
,
Christiane Hatem Coelho
1  Hospital Marcio Cunha
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Publication Date:
27 September 2018 (online)

 

Introdução: a paralisia periódica hipocalêmica tireotóxica (PPHT) é uma doença neuromuscular rara e uma complicação potencialmente letal do hipertireoidismo, caracterizada por ataques agudos de fraqueza muscular, tireotoxicose e hipocalemia. Ocorre mais frequentemente em pacientes do sexo masculino, de origem asiática, entre 20 a 40 anos de idade. Pode ser precipitada por ingestão excessiva de carboidratos, exercício físico extenuante, exposição ao frio, estresse, período menstrual, uso de medicamentos, abuso de álcool, infecção, e em alguns casos não é encontrado o fator desencadeante. o tratamento deve ser realizado com a suplementação imediata de potássio, evitando complicações cardiorrespiratórias graves e recuperação de fraqueza muscular. o objetivo do tratamento é manter o paciente em eutireoidismo.

Objetivo: Destacar a dificuldade diagnostica desta enfermidade, que apesar de rara, pode ser potencialmente letal.

Metodologia: Apresentamos o caso de um paciente com PPHT internado no Hospital Marcio Cunha, Ipatinga, em outubro de 2016, setembro e Novembro de 2017 com posterior acompanhamento ambulatorial.

Resultados: Paciente VNV, 34 anos, masculino, pardo, tabagista, com diagnóstico de hipertireodismo há 5 anos. em uso irregular de propiltiuracil. Relato de início agudo de fraqueza muscular, inicialmente em membros inferiores impossibilitando a deambulação. Ao exame físico chama atenção taquicardia, ptose bilateral, tireoide aumentada globalmente, indolor e tetraparesia flácida. Exames complementares: potássio sérico de 2,6 mEq/L, TSH < 0,002 μUI/ml e T4 livre 15,68 ng/dL (0,3–1,7), TRABS positivo . Cintilografia da tireoide evidenciando bócio tóxico com nível aumentado de captação. Realizado o diagnóstico de paralisia periódica hipocalêmica tireotóxica iniciado reposição de cloreto de potássio, propranolol e metimazol, evoluindo com resolução do quadro. Ocorreram recidivas por má adesão ao tratamento, seguidas de internações, sendo a última em novembro de 2017 admitido em CTI devido tetraparesia flácida ascendente, hipocalemia grave, hipomagnesemia e alterações eletrocardiográficas. Devido à.

Conclusão: Destaca-se a presença de paralisia periódica hipocalêmica tireotóxica como consequência de um hipertireoidismo mal controlado. Este caso chama atenção para que os clínicos atentem para esta condição na sala de emergência.