CC BY-NC-ND 4.0 · Rev Bras Ginecol Obstet 2018; 40(07): 397-402
DOI: 10.1055/s-0038-1655746
Original Article
Thieme Revinter Publicações Ltda Rio de Janeiro, Brazil

Safety Model for the Introduction of Robotic Surgery in Gynecology

Modelo de segurança para a introdução da cirurgia robótica em ginecologia
Mariano Tamura Vieira Gomes
1   Hospital Israelita Albert Einstein, São Paulo, SP, Brazil
,
Beatriz Taliberti da Costa Porto
1   Hospital Israelita Albert Einstein, São Paulo, SP, Brazil
,
Jose Pedro Parise Filho
1   Hospital Israelita Albert Einstein, São Paulo, SP, Brazil
,
Ana Luiz Vasconcelos
1   Hospital Israelita Albert Einstein, São Paulo, SP, Brazil
,
Bruna Fernanda Bottura
1   Hospital Israelita Albert Einstein, São Paulo, SP, Brazil
,
Renato Moretti Marques
1   Hospital Israelita Albert Einstein, São Paulo, SP, Brazil
› Author Affiliations
Further Information

Publication History

30 October 2017

09 April 2018

Publication Date:
18 May 2018 (online)

Abstract

Objective To analyze the perioperative results and safety of performing gynecological surgeries using robot-assisted laparoscopy during implementation of the technique in a community hospital over a 6-year period.

Methods This was a retrospective observational study in which the medical records of 274 patients who underwent robotic surgery from September 2008 to December 2014 were analyzed. We evaluated age, body mass index (BMI), diagnosis, procedures performed, American Society of Anesthesiologists (ASA) classification, the presence of a proctor (experienced surgeon with at least 20 robotic cases), operative time, transfusion rate, perioperative complications, conversion rate, length of stay, referral to the intensive care unit (ICU), and mortality. We compared transfusion rate, perioperative complications and conversion rate between procedures performed by experienced and beginner robotic surgeons assisted by an experienced proctor.

Results During the observed period, 3 experienced robotic surgeons performed 187 surgeries, while 87 surgeries were performed by 20 less experienced teams, always with the assistance of a proctor. The median patient age was 38 years, and the median BMI was 23.3 kg/m2. The most frequent diagnosis was endometriosis (57%) and the great majority of the patients were classified as ASA I or ASA II (99.6%). The median operative time was 225 minutes, and the median length of stay was 2 days. We observed a 5.8% transfusion rate, 0.8% rate of perioperative complications, 1.1% conversion rate to laparoscopy or laparotomy, no patients referred to ICU, and no deaths. There were no differences in transfusion, complications and conversion rates between experienced robotic surgeons and beginner robotic surgeons assisted by an experienced proctor.

Conclusion In our casuistic, robot-assisted laparoscopy demonstrated to be a safe technique for gynecological surgeries, and the presence of an experienced proctor was considered a highlight in the safety model adopted for the introduction of the robotic gynecological surgery in a high-volume hospital and, mainly, for its extension among several surgical teams, assuring patient safety.

Resumo

Objetivo Analisar os resultados perioperatórios e a segurança da realização de cirurgias ginecológicas por laparoscopia robô-assistida durante a implementação da técnica num hospital comunitário ao longo de 6 anos.

Métodos Este foi um estudo retrospectivo observacional, com análise dos prontuários de 274 pacientes que se submeteram à cirurgia robótica de setembro de 2008 a dezembro de 2014. Avaliamos idade, índice de massa corpórea (IMC), diagnóstico, procedimentos realizados, classificação da Sociedade Americana de Anestesiologia (ASA), presença de um preceptor (cirurgião experiente, com pelo menos 20 casos robóticos), tempo cirúrgico, taxa de transfusão, complicações perioperatórias, taxa de conversão, tempo de internação, encaminhamento para Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e mortalidade. Comparamos taxa de transfusão, complicações perioperatórias e taxa de conversão entre procedimentos realizados por cirurgiões experientes com a técnica e cirurgiões iniciantes na robótica, sempre assistidos por um preceptor experiente.

Resultados Durante o período observado, 3 cirurgiões experientes realizaram 187 cirurgias, enquanto que 87 cirurgias foram realizadas por 20 equipes menos experientes, sempre com a presença de um preceptor. A mediana da idade foi 38 anos, e a mediana do IMC foi 23,3 kg/m2. O diagnóstico mais frequente foi endometriose (57%) e a grande maioria das pacientes foi classificada como ASA I ou ASA II (99,6%). O tempo de cirurgia teve uma mediana de 225 minutos, e o tempo de permanência hospitalar teve uma mediana de 2 dias. Observamos 5,8% de taxa de transfusão, 0,8% de taxa de complicações perioperatórias, 1,1% de taxa de conversão para laparoscopia ou laparotomia e não houve pacientes encaminhadas à UTI, nem óbitos. Não houve diferença nos índices de transfusão, complicações e conversão entre cirurgiões experientes e cirurgiões iniciantes na robótica, assistidos por um preceptor experiente.

Conclusão Em nossa casuística, a laparoscopia robô-assistida demonstrou ser uma técnica segura para cirurgias ginecológicas, e a presença de um preceptor experiente foi considerada um ponto de destaque no modelo de segurança adotado para a introdução da cirurgia robótica em ginecologia num hospital de grande volume e, principalmente, na sua expansão entre diversas equipes cirúrgicas, mantendo a segurança das pacientes.

Contributors

Gomes M. T. V., Costa B. T., Parise Filho J. P., Vasconcelos A. L., Bottura B. F. and Marques R. M. contributed with project and interpretation of data, writing of the article, critical review of the intellectual content and final approval of the version to be published.