CC-BY-NC-ND 4.0 · Rev Bras Ginecol Obstet 2018; 40(04): 203-208
DOI: 10.1055/s-0038-1623512
Original Article
Thieme Revinter Publicações Ltda Rio de Janeiro, Brazil

Does Knowing Someone with Breast Cancer Influence the Prevalence of Adherence to Breast and Cervical Cancer Screening?

Conhecer alguém com câncer de mama influencia a prevalência da adesão ao rastreamento dos cânceres de mama e colo uterino?
Igor Vilela Brum
Hospital Universitário, Universidade Federal de Juiz de Fora, Juiz de Fora, MG, Brazil
,
Tamara Cristina Gomes Ferraz Rodrigues
Hospital Universitário, Universidade Federal de Juiz de Fora, Juiz de Fora, MG, Brazil
,
Estela Gelain Junges Laporte
Hospital Universitário, Universidade Federal de Juiz de Fora, Juiz de Fora, MG, Brazil
,
Fernando Monteiro Aarestrup
Hospital Universitário, Universidade Federal de Juiz de Fora, Juiz de Fora, MG, Brazil
,
Geraldo Sergio Farinazzo Vitral
Hospital Universitário, Universidade Federal de Juiz de Fora, Juiz de Fora, MG, Brazil
,
Bruno Eduardo Pereira Laporte
Hospital Universitário, Universidade Federal de Juiz de Fora, Juiz de Fora, MG, Brazil
› Author Affiliations
Further Information

Publication History

20 July 2017

12 December 2017

Publication Date:
02 April 2018 (eFirst)

Abstract

Objective To evaluate the prevalence of adherence to screening methods for breast and cervical cancer in patients attended at a university hospital and to investigate whether knowing someone with breast cancer, moreover belonging to the patient's family, affects the adherence to the screening recommendations.

Methods This was a cross-sectional and quantitative study. A structured interview was applied to a sample of 820 women, between 20 and 69 years old, who attended a university hospital in the city of Juiz de for a, MG, Brazil. For the analysis, the chi-square test was used to assess possible associations between the variables, and the significance level was set at p-value ≤ 0.05 for a confidence interval (CI) of 95%.

Results More than 95.0% of the sample performed mammography and cervical cytology exam; 62.9% reported knowing someone who has or had breast cancer, and this group was more likely to perform breast self-examination (64.9%; odds ratio [OR] 1.5; 95% CI 1.12–2.00), clinical breast examination (91.5%; OR 2.11; 95% CI 1.37–3.36), breast ultrasound (32.9%; OR 1.81, 95% CI 1.30–2.51), and to have had an appointment with a breast specialist (28.5%; OR 1.98, 95% CI 1.38–2.82). Women with family history of breast cancer showed higher propensity to perform breast self-examination (71.0%; OR 1.53 95% CI 1.04–2.26).

Conclusion There was high adherence to the recommended screening practices; knowing someone with breast cancer might make women more sensitive to this issue as they were more likely to undergo methods which are not recommended for the screening of the general population, such as breast ultrasound and specialist consultation; family history is possibly an additional cause of concern.

Resumo

Objetivos Avaliar a prevalência da adesão aos métodos de rastreamento dos cânceres de mama e de colo uterino em pacientes atendidas em um hospital universitário e investigar se conhecer alguém com câncer de mama e, o fato de este pertencer à família, modifica a adesão às recomendações de rastreamento.

Métodos Estudo transversal e quantitativo. Uma entrevista estruturada foi aplicada a uma amostra de 820 pacientes do sexo feminino, entre 20 e 69 anos, usuárias de um hospital universitário na cidade de Juiz de Fora, MG. Para a análise, o Teste Qui-quadrado foi usado para avaliar a possibilidade de associação entre as varáveis, e o valor de significância foi determinado em valor-p ≤ 0,05 para um intervalo de confiança (IC) de 95%.

Resultados Mais de 95,0% da amostra realizava os exames de mamografia e colpocitologia; 62,9% relataram conhecer alguém que teve ou tem câncer de mama, sendo que este grupo realizou, com maior frequência, autoexame (64,9%; razão de prevalência [RP] 1,5; IC 95% 1,12–2,00), exame clínico (91,5%; RP 2,11; IC 95% 1,37–3,36) e ultrassonografia das mamas (32,9%; RP 1,81, IC 95% 1,30–2,51) e consulta ao mastologista (28,5%; RP 1,98, IC 95% 1,38–2,82). Mulheres com história familiar de câncer de mama realizaram com maior prevalência o autoexame das mamas (71,0%; RP 1,53 IC 95% 1,04–2,26).

Conclusão A amostra apresentou elevada adesão aos métodos de rastreamento preconizados; conhecer alguém com câncer de mama pode tornar as mulheres mais sensíveis a essa questão, aumentando a realização de medidas não recomendadas para o rastreamento da população geral, como ultrassonografia das mamas e consulta com médico especialista; a história familiar possivelmente implica em um fator de preocupação adicional.

Contributions

Brum I. V., Rodrigues T. C. G. F., Laporte E. G. J., Aarestrup F. M., Vitral G. S. F. and Laporte B. E. P. contributed with the project and interpretation of data, writing of the article, critical review of the intellectual content and final approval of the version to be published.