CC-BY-NC-ND 4.0 · Arq Bras Neurocir
DOI: 10.1055/s-0037-1606283
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Thieme Revinter Publicações Ltda Rio de Janeiro, Brazil

Fraqueza de flexão do quadril após fusão lombar por via transpsoas

Hip Flexion Weakness following Transpsoas Interbody FusionJoes Nogueira-Neto1, Luis Marchi1, Rafael Aquaroli2, Elder Camacho2, Rodrigo Amaral1, Leonardo Oliveira1, Etevaldo Coutinho1, Luiz Pimenta1
  • 1Instituto de Patologia da Coluna (IPC), São Paulo, SP, Brazil
  • 2Equilíbrio Ft and Fisio, São Paulo, SP, Brazil
Further Information

Publication History

03 May 2017

01 August 2017

Publication Date:
23 August 2017 (eFirst)

Resumo

Objetivo Avaliar o déficit motor decorrente do acesso através do músculo psoas na técnica XLIF.

Métodos Estudo prospectivo, não randomizado, controlado, único centro. Sessenta pacientes com média de 61,8 anos. Todos os participantes passaram por fusão intersomática lombar por acesso lateral retroperitoneal com monitoração eletroneuromiográfica. Foram operados de 1 a 3 níveis nesses casos (média de 1,4; 63% eram de apenas um nível; 68% incluíram L4-L5). A força de flexão isométrica do quadril em posição sentada foi determinada bilateralmente com um dinamômetro de mão. As médias das medidas de 3 picos de força (N) foram calculadas. Testes isométricos padronizados foram realizados antes e em 10 dias, 6 semanas, 3 e 6 meses após a cirurgia.

Resultados A força de flexão do quadril no lado ipsilateral diminuiu (p < 0,001) no pós-operatório imediato, mas em 6 semanas atingiu os valores pré-operatórios. As médias de pré-operatório, 10 dias, 6 semanas, 3 meses e 6 meses para flexão de quadril medidos foram: (Ipsilateral) 13 N; 9,7 N; 13,7 N; 14,4 N; 16 N; (Contralateral) 13,3 N; 13,4 N; 15,3 N; 15,9 N; 16,1 N. Nem o nível ou o número de níveis tratados tiveram clara associação com sintomas na coxa, mas a fraqueza de flexão de quadril foi o sintoma mais encontrado.

Conclusões O pós-operatório imediato do acesso transpsoas apresentou fraqueza de flexão de quadril após a cirurgia. Entretanto, essa ocorrência é transiente, e o uso da eletroneuromiografia é essencial no acesso transpsoas. Somado a isso, a educação do paciente deve ser amplamente aplicada para alertar sobre a possibilidade de fraqueza de flexão de quadril com o intuito de prevenir quedas no período pós-operatório imediato.

Abstract

Objective This work evaluated the motor deficit following the access through the psoas muscle in the XLIF approach.

Methods Prospective, non-randomized, controlled, single center study. 60 patients with mean age 61.8 years. All subjects underwent to a lateral retroperitoneal transpsoas approach for lumbar interbody fusion using EMG guidance. 1–3 lumbar levels were accessed in these cases (mean levels 1.4; 63% one-level; 68% included L4L5). Isometric hip flexion strength at sitting position was determined bilaterally with a hand-held dynamometer. The mean of 3 peak force (N) measurements was calculated. Standardized isometric strength tests were performed preop and postop on day 10, 6 weeks, 3 months and 6 months.

Results Hip flexion at the ipsilateral side was diminished (p < 0.001) at the early postop but at 6 weeks had reached preop values (p > 0.12). Mean values for preop, 10d, 6w, 3m and 6m from hip flexion measure were: (Ipsilateral) 13N; 9.7N; 13.7N; 14.4N; 16N; (Contralateral) 13.3N; 13.4N; 15.3N; 15.9N; 16.1N. Neither the level nor the number of levels treated had clear association with thigh symptoms, but weaker the hip flexion was more tight symptoms were found.

Conclusions Early postoperative period of transpsoas access present hip flexion weakness after surgery. However, it was observed that this occurrence is transient and the EMG use is still imperative in transpsoas access. In addition, patient education should be widely applied to alert regarding the hip flexion weakness to prevent falls in the immediate post-operative period.