Rev Bras Ginecol Obstet 2016; 38(07): 333-339
DOI: 10.1055/s-0036-1586258
Original Article
Thieme Publicações Ltda Rio de Janeiro, Brazil

Comparison between Slow Freezing and Vitrification in Terms of Ovarian Tissue Viability in a Bovine Model

Comparação da viabilidade do tecido ovariano após congelamento lento e vitrificação em modelo bovino
Ana Luisa Menezes Campos
1  Post-Graduation, Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais, Belo Horizonte, MG, Brazil
,
Janaína de Souza Guedes
1  Post-Graduation, Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais, Belo Horizonte, MG, Brazil
,
Jhenifer Kliemchen Rodrigues
2  In Vitro Consulting, Belo Horizonte, MG, Brazil
,
Walter Antônio Prata Pace
3  Gynecology Department, Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais, Belo Horizonte, MG, Brazil
,
Renato Rinco Fontoura
4  School of Medicine, Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais, Belo Horizonte, MG, Brazil
,
João Pedro Junqueira Caetano
5  Pró-Criar Medicina Reprodutiva, Belo Horizonte, MG, Brazil
,
Ricardo Mello Marinho
1  Post-Graduation, Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais, Belo Horizonte, MG, Brazil
› Author Affiliations
Further Information

Publication History

06 January 2016

24 May 2016

Publication Date:
29 July 2016 (online)

  

Abstract

Objective To assess the viability of bovine ovarian tissue after cryopreservation through either slow freezing or vitrification, and to compare it to that of control tissue by performing morphological analyses.

Methods The study included 20 bovine ovarian cortex fragments that were divided into control, vitrification, and slow freezing groups. Each group consisted of four fragments of the same ovary, two fixed without cultivation, and two fixed with cultivation. Tissues were evaluated based on follicular morphology immediately after heating and after 7 days of culture, and compared with the control group.

Results A total of 240 fragments were analyzed, generating a sample of 1,344 follicles without cultivation and 552 with cultivation. When the non-cultivated samples were classified as non-atretic follicles, 572 were found in the control group, 289 in the vitrification group, and 373 in the slow freezing group, showing no significant differences. When classified as atretic, 46 follicles were found in the control group, 23 in the vitrification group, and 41 in the slow freezing group, also showing no statistical difference. In the post-culture sample, an evolution of the follicular stages could be observed. This finding was important to support that the follicles considered non-atretic in the non-cultivated group were actually viable in the morphological evaluation.

Conclusion With no differences between the protocols, vitrification was shown to be an advanced and alternative method for patients who will undergo treatments that carry the risk of ovarian failure, as the method is less expensive, faster, and more adaptable to laboratory routine.

Resumo

Objetivo avaliar a viabilidade do tecido ovariano bovino após a criopreservação, utilizando congelamento lento e vitrificação, e comparando com o tecido controle por meio de análises morfológicas.

Métodos o estudo incluiu fragmentos de córtex de vinte ovários bovinos divididos em grupos controle, vitrificação e congelamento lento. Cada grupo foi composto por quatro fragmentos do mesmo ovário, sendo dois fragmentos fixados sem cultivo e dois fragmentos fixados pós-cultivo. Os tecidos foram avaliados pela morfologia folicular logo após o aquecimento e após sete dias de cultivo, e comparados com o grupo controle.

Resultados um total de 240 fragmentos foi analisado, gerando uma amostra de 1.344 folículos sem cultivo e 552 pós-cultivo. Quando a amostra sem cultivo teve seus folículos agrupados em não atrésicos, obtivemos 572 no grupo controle, 289 no vitrificação, e 373 no congelamento lento, não apresentando diferença estatística. Quando agrupados em atrésicos, o grupo controle apresentou 46 folículos, o vitrificação, 23, e o congelamento lento, 41, não apresentando também diferença estatística. Na amostra pós-cultivo, podemos observar uma evolução dos estágios foliculares: esse achado foi importante para sustentar que os folículos considerados não atrésicos na avaliação morfológica sem cultivo estavam realmente viáveis.

Conclusão não havendo diferenças entre os protocolos, a vitrificação se mostra um avanço e um método alternativo para pacientes que irão se submeter a tratamentos que podem levar a uma falência ovariana, uma vez que a metodologia é mais barata, mais rápida e mais bem adaptável a uma rotina de um laboratório.