Rev Bras Ginecol Obstet 2016; 38(07): 348-355
DOI: 10.1055/s-0036-1586160
Original Article
Thieme Publicações Ltda Rio de Janeiro, Brazil

Epidemiological Risk Factors and Perinatal Outcomes of Congenital Anomalies

Fatores de risco epidemiológicos e resultados perinatais das anomalias congênitas
Lissa Fernandes Garcia Almeida
1  Department of Gynecology and Obstetrics, Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, São Paulo, Brazil
,
Edward Araujo Júnior
2  Department of Obstetrics, Universidade Federal de São Paulo, São Paulo, São Paulo, Brazil
,
Gerson Claudio Crott
1  Department of Gynecology and Obstetrics, Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, São Paulo, Brazil
,
Marcos Masaru Okido
1  Department of Gynecology and Obstetrics, Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, São Paulo, Brazil
,
Aderson Tadeu Berezowski
1  Department of Gynecology and Obstetrics, Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, São Paulo, Brazil
,
Geraldo Duarte
1  Department of Gynecology and Obstetrics, Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, São Paulo, Brazil
,
Alessandra Cristina Marcolin
1  Department of Gynecology and Obstetrics, Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, São Paulo, Brazil
› Author Affiliations
Further Information

Publication History

25 February 2016

10 June 2016

Publication Date:
26 July 2016 (eFirst)

  

Abstract

Objectives To identify the epidemiological risk factors for congenital anomalies (CAs) and the impact of these fetal malformations on the perinatal outcomes.

Methods This prospective cohort study comprised 275 women whose fetuses had CAs. Maternal variables to establish potential risk factors for each group of CA and perinatal outcomes were evaluated. The primary outcome was CA. Secondary outcomes included: fetal growth restriction (FGR); fetal distress (FD); premature rupture of membranes (PROM); oligohydramnios or polyhydramnios; preterm delivery (PTD); stillbirth; cesarean section; low birth weight; Apgar score < 7 at the 1st and 5th minutes; need for assisted ventilation at birth; neonatal infection; need for surgical treatment; early neonatal death; and hospitalization time. Chi-square (χ2) test and multilevel regression analysis were applied to compare the groups and determine the effects of maternal characteristics on the incidence of CAs.

Results The general prevalence of CAs was of 2.4%. Several maternal characteristics were associated to CAs, such as: age; skin color; level of education; parity; folic acid supplementation; tobacco use; and history of previous miscarriage. There were no significant differences among the CA groups in relation to FGR, FD, PROM, 1-minute Apgar score > 7, and need for assisted ventilation at birth. On the other hand, the prevalence of the other considered outcomes varied significantly among groups. Preterm delivery was significantly more frequent in gastrointestinal tract/abdominal wall defects. The stillbirth rate was increased in all CAs, mainly in isolated fetal hydrops (odds ratio [OR]: 27.13; 95% confidence interval [95%CI]: 2.90–253.47). Hospitalization time was higher for the urinary tract and congenital heart disease groups (p < 0.01). Neonatal death was significantly less frequent in the central nervous system anomalies group.

Conclusion It was possible to identify several risk factors for CAs. Adverse perinatal outcomes were presented in all CA groups, and may differ according to the type of CA considered.

Resumo

Objetivos Identificar os fatores epidemiológicos de risco para anomalias congênitas (ACs) e o impacto destas malformações fetais sobre os resultados perinatais.

Métodos Este estudo de coorte prospectivo compreendeu 275 mulheres cujos fetos tinham ACs. Variáveis maternas para estabelecer potenciais fatores de risco para cada grupo de AC e resultados perinatais foram avaliados. O desfecho primário foi CAs. Os desfechos secundários incluíram: restrição de crescimento fetal (RCF); sofrimento fetal (SF); ruptura prematura de membranas (RPM); oligo-hidrâmnio ou polidrâmnio; parto pré-termo (PPT); morte fetal; parto cesárea; baixo peso ao nascer; índice de Apgar < 7 no 1° e 5° minutos; necessidade de ventilação assistida no momento do nascimento; infecção neonatal; necessidade de tratamento cirúrgico; óbito neonatal precoce; e tempo de internação. Teste de Qui-quadrado (χ2) e análise de regressão múltipla foram aplicados para comparar os resultados entre os grupos e determinar os efeitos das características maternas sobre a incidência de ACs.

Resultados A prevalência geral de ACs foi de 2.4%. Várias características maternas foram associadas às ACs, tais como: idade; cor da pele; escolaridade; paridade; suplementação com ácido fólico; tabagismo; e histórico de aborto anterior. Não houve diferenças significativas entre os grupos de ACs com relação à RCF, SF, RPM, índice de Apgar < 7 no 1° minuto e necessidade de ventilação assistida no nascimento. Por outro lado, a prevalência dos demais resultados adversos considerados variou significativamente entre os grupos. O parto pré-termo foi significativamente mais frequente nos casos de defeitos do trato gastrointestinal/parede abdominal. As taxas de óbito fetal foram elevadas em todos os grupos de ACs, principalmente na hidropsia fetal isolada (odds ratio [OR]: 27.13; intervalo de confiança de 95% [IC95%]: 2.90–253.47). O tempo de internação foi maior nos casos de anomalias do trato urinário e nas cardiopatias congênitas (p < 0,01). O óbito neonatal foi significativamente menos frequente no grupo de anomalias do sistema nervoso central.

Conclusão Foi possível identificar vários fatores de risco para ACs. Resultados perinatais adversos foram observados em todos os grupos de ACs, e podem diferir de acordo com o tipo de AC considerada.