CC BY-NC-ND 4.0 · Arquivos Brasileiros de Neurocirurgia: Brazilian Neurosurgery 2018; 37(03): 163-166
DOI: 10.1055/s-0036-1581085
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Thieme Revinter Publicações Ltda Rio de Janeiro, Brazil

Hemorragia Vítrea após Rotura de Aneurisma Cerebral: Síndrome de Terson

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Rodrigo Becco de Souza
1  Discipline of Neurosurgery, Department of Surgery, Faculty of Medical Sciences, Santa Casa de São Paulo, São Paulo, SP, Brazil
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Guilherme Brasileiro de Aguiar
1  Discipline of Neurosurgery, Department of Surgery, Faculty of Medical Sciences, Santa Casa de São Paulo, São Paulo, SP, Brazil
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Sarah L.P. Weber
1  Discipline of Neurosurgery, Department of Surgery, Faculty of Medical Sciences, Santa Casa de São Paulo, São Paulo, SP, Brazil
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Juan Antonio Castro Flores
1  Discipline of Neurosurgery, Department of Surgery, Faculty of Medical Sciences, Santa Casa de São Paulo, São Paulo, SP, Brazil
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Mario Luiz Marques Conti
1  Discipline of Neurosurgery, Department of Surgery, Faculty of Medical Sciences, Santa Casa de São Paulo, São Paulo, SP, Brazil
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José Carlos Esteves Veiga
1  Discipline of Neurosurgery, Department of Surgery, Faculty of Medical Sciences, Santa Casa de São Paulo, São Paulo, SP, Brazil
› Author Affiliations
Further Information

Publication History

16 November 2015

02 February 2016

Publication Date:
14 April 2016 (online)

  

Resumo

Introdução A síndrome de Terson é descrita como uma hemorragia intraocular consequente a hemorragia subaracnóidea espontânea (HSAe). O objetivo do presente artigo é descrever os casos de pacientes submetidos a tratamento neurocirúrgico de aneurisma cerebral roto diagnosticados com síndrome de Terson.

Métodos Foram incluídos no estudo os pacientes com diagnóstico de HSAe por rotura de aneurisma cerebral submetidos a tratamento em nosso serviço de neurocirurgia no período de dezembro de 2009 a dezembro de 2010. Os pacientes foram acompanhados por um período mínimo de 20 meses. Realizamos ainda a revisão da literatura e comparamos os dados obtidos com os disponíveis na literatura atual.

Resultados Foram incluídos no estudo 34 pacientes. Destes, 18 foram submetidos a tratamento endovascular e 16 foram submetidos a clipagem microcirúrgica. No grupo, houve mortalidade de 14,7% (cinco pacientes), mesmo percentual de pacientes que receberam diagnóstico de síndrome de Terson. Em relação à avaliação oftalmológica, todos os pacientes apresentaram hemovítreo ao exame de ultrassonografia ocular, sendo unilateral em apenas dois pacientes. Houve melhora da acuidade visual em todos os pacientes, sendo incompleta em apenas um deles.

Conclusão Síndrome de Terson é relativamente comum, e, por estar associada a maior mortalidade e ter um tratamento eficaz, deve ser investigada em todos os pacientes com HSAe.