Rev Bras Ginecol Obstet 2016; 38(02): 097-111
DOI: 10.1055/s-0035-1571252
Review Article
Thieme Publicações Ltda Rio de Janeiro, Brazil

Conservative Treatment of Stress Urinary Incontinence: A Systematic Review with Meta-analysis of Randomized Controlled Trials

Tratamento conservador da incontinência urinária: revisão sistemática e metanálise de ensaios clínicos randomizados
Rafael Mendes Moroni
1  Department of Gynecology and Obstetrics, Ribeirão Preto School of Medicine, Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, São Paulo, Brazil
2  Department of Obstetrics, Gynecology and Reproductive Medicine, Universidade Estadual do Oeste do Paraná, Cascavel, West Paraná, Brazil
,
Pedro Sergio Magnani
1  Department of Gynecology and Obstetrics, Ribeirão Preto School of Medicine, Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, São Paulo, Brazil
,
Jorge Milhem Haddad
3  Department of Gynecology, School of Medicine, Universidade de São Paulo, São Paulo, São Paulo, Brazil
,
Rodrigo de Aquino Castro
4  Department of Gynecology, Universidade Federal de São Paulo, São Paulo, São Paulo, Brazil
,
Luiz Gustavo Oliveira Brito
1  Department of Gynecology and Obstetrics, Ribeirão Preto School of Medicine, Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, São Paulo, Brazil
› Author Affiliations
Further Information

Publication History

09 November 2015

26 November 2015

Publication Date:
29 January 2016 (eFirst)

  

Abstract

We performed a systematic review and meta-analysis of randomized controlled trials that studied the conservative management of stress urinary incontinence (SUI). There were 1058 results after the initial searches, from which 37 studies were eligible according to previously determined inclusion criteria. For the primary outcomes, pelvic floor muscle training (PFMT) was more efficacious than no treatment in improving incontinence-specific quality of life (QoL) scales (SMD = −1.24SDs; CI 95% = −1.77 to −0.71SDs). However, its effect on pad tests was imprecise. Combining biofeedback with PFMT had an uncertain effect on QoL (MD = −4.4 points; CI 95% = −16.69 to 7.89 points), but better results on the pad test, although with elevated heterogeneity (MD = 0.9g; 95%CI = 0.71 to 1,10g); group PFMT was not less efficacious than individual treatment, and home PFMT was not consistently worse than supervised PFMT. Both intravaginal and superficial electrical stimulation (IES and SES) were better than no treatment for QoL and pad test. Vaginal cones had mixed results. The association of IES with PFMT may improve the efficacy of the latter for QoL and pad test, but the results of individual studies were not consistent. Thus, there is evidence of the use of PFMT on the treatment of SUI, with and without biofeedback.

Resumo

Realizamos uma revisão sistemática e metanálise de estudos controlados e randomizados que avaliaram o tratamento conservador da incontinência urinária de esforço (IUE). Foram encontrados 1058 resultados depois das buscas iniciais, dos quais 37 trabalhos foram elegíveis de acordo com os critérios de inclusão. Para os desfechos primários, o treinamento muscular do assoalho pélvico (TMAP) foi mais eficaz do que nenhum tratamento em melhorar as escalas de qualidade de vida de incontinência (DM = −1,24 DPs; IC95% = −1,77 a −0,71 DPs), mas o efeito nos pad tests foi impreciso. A combinação do biofeedback com o TMAP teve um efeito incerto na qualidade de vida (DM = −4,4 pontos; IC95% = −16,69 a 7,89 pontos), mas melhores resultados no pad test, embora com heterogeneidade elevada (DM = 0,9g; IC95% = 0,71 a 1,10g); o grupo com TMAP não foi menos eficaz do que o tratamento individual, e o TMAP domiciliar não foi pior do que o TMAP supervisionado. Tanto a estimulação elétrica intravaginal (EEI) quanto a superficial (EES) foram melhores do que nenhum tratamento para a qualidade de vida e o pad test. Os cones vaginais apresentaram resultados mistos. A associação do EEI com o TMAP pode melhorar a eficácia deste último para a qualidade de vida e o pad test, mas os resultados dos estudos individuais não foram consistentes. Então, existe evidência para o uso do TMAP no tratamento da IUE, com e sem biofeedback.