CC BY-NC-ND 4.0 · Rev Bras Ortop (Sao Paulo) 2019; 54(06): 636-643
DOI: 10.1016/j.rboe.2018.03.002
Artigo Original
Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia. Published by Thieme Revnter Publicações Ltda Rio de Janeiro, Brazil

Plasma rico em plaquetas e corticoide no tratamento da síndrome de impacto do manguito rotador: Ensaio Clínico randomizado[*]

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Ronald Bispo Barreto
1  Departamento de Medicina, Universidade Tiradentes, Aracaju, SE, Brasil
,
2  Medicina Fisica e Reabilitação, Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (IAMSPE), São Paulo, SP, Brasil
,
Mayvelise Correia de Gois
1  Departamento de Medicina, Universidade Tiradentes, Aracaju, SE, Brasil
,
Marianna Ribeiro de Menezes Freire
1  Departamento de Medicina, Universidade Tiradentes, Aracaju, SE, Brasil
,
Denison Santos Silva
1  Departamento de Medicina, Universidade Tiradentes, Aracaju, SE, Brasil
,
Juliana Cordeiro Cardoso
3  Programa de pós-graduação em Saúde e meio ambiente, Universidade Tiradentes, Aracaju, SE, Brasil
› Author Affiliations
Further Information

Publication History

12 November 2017

27 February 2018

Publication Date:
13 December 2019 (online)

Resumo

Objetivo Analisar a eficácia do uso de plasma rico em plaquetas (PRP) no tratamento de pacientes portadores de síndrome de impacto do manguito rotador em comparação ao tratamento com injeção subacromial de corticosteroides.

Métodos O estudo é de caráter comparativo, longitudinal, duplo cego e randomizado. A evolução clínica dos pacientes foi quantificada pelas escalas The Disabilities of the Arm, Shoulder and Hand (DASH) outcome measure, University of California Los Angeles (UCLA) shoulder rating scale e Constant-Murley shoulder outcome score (CMS) no dia da aplicação, e novamente após 1, 3, e 6 meses.

Resultados Não foram encontradas diferenças etsatisticamente significativas (p < 0.05) ao comparar os resultados do DASH outcome measure, UCLA shoulder rating scale, e CMS dos dois grupos na admissão. Após o tratamento, ambos os grupos apresentaram melhora significativa tanto do DASH, quanto do UCLA (p < 0,05). Entretanto, o escore do CMS referente ao tratamento com corticoide mostrou-se pior no 6° mês em comparação com o escore à admissão.

Conclusão Esses achados sugerem que o PRP é um tratamento seguro e que pode ser uma ferramenta útil no arsenal terapêutico contra doenças do manguito rotador, uma vez que não foram encontradas diferenças significativas entre os grupos que receberam PRP e injeção subacromial de corticosteroides.

* Trabalho feito no DeCós Day Hospital, Aracaju, SE, Brasil. Originalmente Publicado por Elsevier Editora Ltda.