CC BY-NC-ND 4.0 · Rev Bras Ortop (Sao Paulo) 2019; 54(05): 509-515
DOI: 10.1016/j.rboe.2018.02.012
Artigo Original | Original Article
Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia. Published by Thieme Revnter Publicações Ltda Rio de Janeiro, Brazil

Diferença na degeneração articular de acordo com o tipo de esporte[*]

Article in several languages: português | English
1  Grupo de Trauma do Esporte, Departamento de Ortopedia e Traumatologia, Faculdade de Ciências Médicas, Irmandade de Misericórdia da Santa Casa de São Paulo, São Paulo, SP, Brasil
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Jan Willem Cerf Sprey
1  Grupo de Trauma do Esporte, Departamento de Ortopedia e Traumatologia, Faculdade de Ciências Médicas, Irmandade de Misericórdia da Santa Casa de São Paulo, São Paulo, SP, Brasil
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Guilherme Morgado Runco
1  Grupo de Trauma do Esporte, Departamento de Ortopedia e Traumatologia, Faculdade de Ciências Médicas, Irmandade de Misericórdia da Santa Casa de São Paulo, São Paulo, SP, Brasil
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Marcos Vaz de Lima
1  Grupo de Trauma do Esporte, Departamento de Ortopedia e Traumatologia, Faculdade de Ciências Médicas, Irmandade de Misericórdia da Santa Casa de São Paulo, São Paulo, SP, Brasil
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Nilson Roberto Severino
1  Grupo de Trauma do Esporte, Departamento de Ortopedia e Traumatologia, Faculdade de Ciências Médicas, Irmandade de Misericórdia da Santa Casa de São Paulo, São Paulo, SP, Brasil
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Claudio Santili
1  Grupo de Trauma do Esporte, Departamento de Ortopedia e Traumatologia, Faculdade de Ciências Médicas, Irmandade de Misericórdia da Santa Casa de São Paulo, São Paulo, SP, Brasil
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Further Information

Publication History

31 October 2017

21 February 2018

Publication Date:
29 October 2019 (online)

Resumo

Objetivo Determinar se a degradação de colágeno tipo II é determinada pelo tipo de esporte. O telopeptídeo carboxiterminal do colágeno tipo II (CTX-II), biomarcador de soro de degradação de colágeno, foi medido em atletas de esportes diferentes e comparado aos controles correspondentes.

Métodos A amostra consistiu em 70 participantes do sexo feminino com idade entre 18 a 25 anos, das quais 15 eram membros de uma equipe de futebol, 10 de uma equipe de futebol de salão, 10 de uma equipe de handebol, 18 de uma equipe de voleibol, e 7 de uma equipe de natação. Foram incluídos no grupo de controle 9 indivíduos sedentários, pareados por idade e sexo. Uma amostra de sangue de 3 ml foi coletada de cada participante e analisada usando um ensaio imunossorvente ligado a enzima (ELISA, do inglês enzyme-linked immunosorbent assay).

Resultados Uma comparação das concentrações de CTX-II das praticantes de diferentes esportes em comparação com o grupo de controle apresentou os seguintes valores de p: voleibol (p = 0,21); futebol (p = 0,91); handebol (p = 0,13); futebol de salão (p = 0,02) e natação (p = 0,0015). Portanto, na população investigada, o futebol de salão apresentou o maior risco de degradação do colágeno tipo II, e, consequentemente, de degradação da cartilagem articular, enquanto a prática de natação foi um fator protetor para a cartilagem articular. Não foi observada diferença estatisticamente significativa no índice de massa corporal entre os grupos.

Conclusão As jogadoras de futebol de salão estão expostas a uma maior degradação articular, enquanto as nadadoras apresentam menor degradação da cartilagem em comparação com o grupo de controle na população estudada, o que sugere que o fortalecimento dos músculos periarticulares e o exercício aeróbico em ambientes de baixa carga têm um efeito positivo na cartilagem articular.

* Published Originally by Elsevier Editora Ltda.