CC BY-NC-ND 4.0 · Rev Bras Ortop (Sao Paulo) 2019; 54(05): 531-539
DOI: 10.1016/j.rboe.2017.12.010
Artigo Original | Original Article
Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia. Published by Thieme Revnter Publicações Ltda Rio de Janeiro, Brazil

Enxerto espesso versus técnica de duplo feixe na reconstrução do ligamento cruzado posterior: Estudo experimental biomecânico com cadáveres[*]

Article in several languages: português | English
1  Faculdade de Medicina, Universidade Federal do Pará, Belém, PA, Brasil
2  Clínica dos Acidentados, Hospital Maradei, Belém, PA, Brasil
3  Laboratório de Investigação Médica (LIM-41), Instituto de Ortopedia e Traumatologia, Hospital das Clinicas, Faculdade de Medicina, Universidade de Sao Paulo, São Paulo, SP, Brasil
,
Alexandre Estevão Vamos Kokron
3  Laboratório de Investigação Médica (LIM-41), Instituto de Ortopedia e Traumatologia, Hospital das Clinicas, Faculdade de Medicina, Universidade de Sao Paulo, São Paulo, SP, Brasil
,
César Augusto Martins Pereira
3  Laboratório de Investigação Médica (LIM-41), Instituto de Ortopedia e Traumatologia, Hospital das Clinicas, Faculdade de Medicina, Universidade de Sao Paulo, São Paulo, SP, Brasil
,
Marco Martins Amatuzzi
3  Laboratório de Investigação Médica (LIM-41), Instituto de Ortopedia e Traumatologia, Hospital das Clinicas, Faculdade de Medicina, Universidade de Sao Paulo, São Paulo, SP, Brasil
› Author Affiliations
Further Information

Publication History

29 September 2017

14 December 2017

Publication Date:
29 October 2019 (online)

Resumo

Objetivo Avaliar o efeito biomecânico da espessura do enxerto em comparação com a técnica do duplo feixe na reconstrução do ligamento cruzado posterior (LCP) em joelhos de cadáveres humanos.

Métodos Um total de 9 joelhos de cadáveres humanos foram testados em 5 condições: joelho intacto (INT); reconstrução com um único feixe com tendão de quadríceps de 10 mm (Rec 1); reconstrução com duplo feixe com um tendão de quadríceps de 10 mm para o feixe anterolateral e um tendão duplo do semitendíneo de 7 mm para o feixe póstero-medial (Rec 2); reconstrução com um único feixe mais espesso, usando um tendão de quadríceps de 10 mm mais o tendão duplo do semitendíneo de 7 mm (Rec M); e joelho com lesão isolada do LCP (Lesionado). O limite do deslocamento posterior da tíbia (LDPT) foi medido em resposta a uma carga tibial posterior de 134 N a 0, 30, 60 e 90 de flexão do joelho.

Resultados O LDPT das técnicas Rec 2 e Rec M foi sempre significativamente menor (melhor estabilidade) do que o LDPT da Rec 1. O LDPT da Rec M foi significativamente menor do que o LDPT da Rec 2 a 60 (p = 0,005) e a 90 (p = 0,001).

Conclusões O aumento da espessura do enxerto na reconstrução das lesões isoladas do LCP melhora significativamente a estabilidade, enquanto a divisão do enxerto para reconstruir os dois feixes piora a estabilidade da reconstrução a 60 e 90 de flexão do joelho. As descobertas do presente estudo sugerem que a estabilidade da reconstrução do LCP pode ser melhorada com o uso de enxertos mais espessos em uma técnica de feixe único, em lugar da reconstrução de duplo feixe.

* Estudo desenvolvido no Laboratório de Investigação Médica (LIM-41), Instituto de Ortopedia e Traumatologia, Hospital das Clínicas HCFMUSP, Faculdade de Medicina, Universidade de São Paulo, São Paulo, SP, Brasil. Publicado Originalmente por Elsevier Editora Ltda.