CC BY-NC-ND 4.0 · Rev Bras Ortop (Sao Paulo) 2019; 54(05): 497-502
DOI: 10.1016/j.rbo.2018.02.005
Artigo Original | Original Article
Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia. Published by Thieme Revnter Publicações Ltda Rio de Janeiro, Brazil

Perfil dos pacientes diagnosticados com displasia do desenvolvimento do quadril[*]

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1  Faculdade de Medicina, Universidade Católica de Pelotas, Pelotas, RS, Brasil
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Elaine Pinto Albernaz
1  Faculdade de Medicina, Universidade Católica de Pelotas, Pelotas, RS, Brasil
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Publication History

20 December 2017

21 February 2018

Publication Date:
09 October 2019 (online)

Resumo

Objetivo Descrever o perfil dos pacientes com displasia do desenvolvimento do quadril (DDQ), diagnosticados por meio de exame físico e ultrassonográfico, com a implantação do protocolo de atenção e rastreio de DDQ.

Métodos Estudo transversal que incluiu os portadores de DDQ nascidos de janeiro de 2014 a dezembro de 2016, na cidade de Pelotas, Sul do Brasil, que considerou os fatores etnia, sexo, peso ao nascer, posição fetal, lado de ocorrência, idade gestacional, idade materna e histórico familiar. Os dados de prontuário foram comparados com as características da população geral por meio do Sistema de Informação sobre Nascidos Vivos (Sinasc).

Resultados Foram identificados 33 portadores de DDQ, a maioria do sexo feminino, que mostrou uma probabilidade quatro vezes maior de apresentar a patologia (p < 0,001), e o lado mais acometido foi o esquerdo. Os recém-nascidos com apresentação pélvica tiveram uma probabilidade 15 vezes maior de ter DDQ (p < 0,001). Não foi encontrada associação estatisticamente significativa com os seguintes fatores avaliados: peso ao nascer, idade gestacional, etnia e idade materna. Um total de 21 recém-nascidos necessitaram de tratamento imediato do quadril; a ecografia demonstrou classificação IIb ou maior, pelo método de Graf, ou a radiografia mostrou luxação nos portadores de DDQ com mais de seis meses de idade.

Conclusão O rastreio de DDQ é essencial em todos os recém-nascidos, e o exame físico, quando alterado, deve ser complementado com o ultrassonográfico para evitar o diagnóstico tardio da doença.

* Trabalho desenvolvido no Mestrado em Saúde da criança e adolescente da Universidade Católica de Pelotas, Pelotas, RS Brasil. Publicado Originalmente por Elsevier Editora Ltda.