CC BY-NC-ND 4.0 · Rev Bras Ortop (Sao Paulo) 2020; 55(02): 254-257
DOI: 10.1016/j.rbo.2017.12.024
Relato de Caso
Quadril
Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia. Published by Thieme Revinter Publicações Ltda Rio de Janeiro, Brazil

Fratura bilateral do colo do fêmur secundária a crise convulsiva: Tratamento com artroplastia total do quadril pelo acesso anterior direto[*]

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Osamu de Sandes Kimura
1  Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into), Rio de Janeiro, RJ, Brasil
,
Rui Felipe Pache de Moraes
1  Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into), Rio de Janeiro, RJ, Brasil
,
1  Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into), Rio de Janeiro, RJ, Brasil
,
Emílio Henrique Carvalho Freitas
1  Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into), Rio de Janeiro, RJ, Brasil
,
Alexandre Seabra
1  Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into), Rio de Janeiro, RJ, Brasil
,
George Kalif Lima
1  Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into), Rio de Janeiro, RJ, Brasil
› Author Affiliations
Further Information

Publication History

19 September 2017

14 December 2017

Publication Date:
03 February 2020 (online)

Resumo

A fratura bilateral do colo do fêmur secundária à crise convulsiva é um evento raro. A ocorrência dessas lesões está relacionada a contrações musculares tônico-clônicas vigorosas e ao uso de medicações anticonvulsivantes. As fraturas do colo do fêmur no adulto jovem tratadas com artroplastia total do quadril são exceção, e a escolha do acesso cirúrgico deve levar em consideração diversos fatores; o acesso anterior direto é uma possibilidade para artroplastia total do quadril. Os autores apresentam o caso de um homem de 36 anos com fratura bilateral do colo do fêmur secundária a crise convulsiva e em uso regular de fenitoína. Devido ao risco de falha da fixação e ao tempo de evolução prolongado, optou-se pela artroplastia total do quadril bilateral. A escolha da via de acesso deve levar em consideração a anatomia do paciente, a disponibilidade de materiais e a experiência do cirurgião. Dessa forma, a maior facilidade de preparo e posicionamento do paciente, o menor tempo de internação, a reabilitação pós-operatória precoce e o domínio da técnica pelo cirurgião são possíveis justificativas para a adoção do acesso anterior direto.

* Trabalho desenvolvido no Centro de Cirurgia do Quadril, Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into), Rio de Janeiro, RJ, Brasil. Originalmente publicado pela Elsevier Editora Ltda.